Ops!

30 Novembro 2008, 18:48 · Hugo Mendes

«Sou um homem de esquerda. Um social-democrata à maneira de Olaf Palme - que era mais à esquerda do que muitos se dizem de esquerda», disse José Sá Fernandes numa frase destacada pelo Expresso deste sábado.

Fica o recado. Não é preciso identificar os destinatários.

Justiça social segundo Mateus (2)

30 Novembro 2008, 13:08 · Mariana Trigo Pereira

Pois, a todo aquele que tem, mais se há-de dar e terá de sobra, mas àquele que não tem, até o pouco lhe será tirado.

A Parábola dos Talentos retirada do Evangelho de Mateus inspirou vários investigadores que cunharam o termo ‘matthew effect’. Nos anos 60 o sociólogo Robert Merton aplicou o termo à ciência. Mais tarde seguiram-se várias aplicações em áreas como a Educação ou as Políticas Sociais.

Nas políticas sociais o ‘efeito mateus’ refere-se à distribuição desigual e inadequada das despesas sociais do Estado. Por razões institucionais e culturais os grupos sociais mais favorecidos frequentemente beneficiam de apoios sociais direccionados aos grupos mais desfavorecidos. Em muitos casos, os indivíduos com mais carências não exercem o seu direito ao benefício social por complexidade administrativa ou por razões de estigma social. Há autores que referem a falta de competências burocráticas e legais dos grupos sociais mais ‘fracos’ que têm geralmente um nível de escolaridade inferior. Há quem defenda também que o Estado pode ter medidas de política social socialistas, na sua formulação, mas liberais na sua implementação – assumindo que os indivíduos são esclarecidos e competentes a vários níveis, o Estado permanece relativamente passivo esperando que o indivíduo, por si só, tome iniciativa para efectivar os seu direitos.

Em altura de crise, de agravamento das condições sociais, penso que é importante ter presente que é necessário procurar coerência entre os objectivos sociais das medidas políticas e a sua implementação, não perdendo de vista que os mais desfavorecidos em Portugal, os idosos, por exemplo, são também aqueles com menores níveis de competência burocrática e legal, evitando, deste modo, que ocorra um enviesamento da despesa social no sentido de beneficiar os mais esclarecidos e capazes e deixar de fora os que mais precisarão dos apoios.

O ‘flop’

28 Novembro 2008, 17:51 · Hugo Mendes

De fórum de debate sobre educação a espaço de comunicados de imprensa e parlamentares.

Ao fim de algumas semanas, o vazio confirma-se.

O habitual

28 Novembro 2008, 17:08 · Hugo Mendes

Não passámos a semana toda a ouvir que a Plataforma sindical dos professores ia apresentar uma “solução transitória”, depois de exigir a suspensão da actual avaliação de desempenho dos docentes? Não apresentou. Há coisas que não mudam: o que é assinado ou dito num dia pode não valer nada no dia seguinte. 

Mas isto também se aplica aos jornalistas: não ouvi ninguém perguntar ao dr.Mário Nogueira por que motivo não apresentou a dita solução transitória. Deve ser falta de memória. Ou falta de coragem. Ou cumplicidade com este tacticismo rasteiro.

Uma hipótese para explicar o silêncio do dr.Mário Nogueira em relação a essa solução transitória que ficou por formalizar: ela, tal qual foi anunciada durante a semana, é demasiado ridícula para apresentar e ser aceite por um país que vive a crise que vive.

Era afinal tão fácil de explicar

28 Novembro 2008, 16:43 · André Salgado

o modelo que a FENPROF propõe para a avaliação de desempenho dos professores.

É mais proveitoso discutir o partido consigo próprio

27 Novembro 2008, 18:17 · Tiago Barbosa Ribeiro

Manuel Alegre admite não estar presente no próximo congresso nacional do PS.

“O que não era difícil”

27 Novembro 2008, 11:45 · Hugo Mendes

A Plataforma Sindical dos professores, diz-nos hoje a imprensa, vai propor uma solução transitória para este ano lectivo assente na auto-avaliação dos professores. Cara-de-pau, dirão uns; coerência, dirão outros: afinal, Mário Nogueira já o tinha revelado (mais detalhes aqui).

Mas vale a pena ler o que em Março deste ano Mário Nogueira pensava deste modelo - ou pelo menos dizia pensar. Em entrevista ao “Correio da Manhã”, lê-se:

«Correio da Manhã - Os professores aceitam ser avaliados ou não?

Mário Nogueira - Os professores acham que devem ser avaliados. Desde a primeira hora, desde os anos oitenta, quando foi aprovado o primeiro estatuto, os professores e a Fenprof assumiram um modelo de avaliação que, em minha opinião, era mais exigente que este e que os anteriores. O que não era difícil

Ora aí está. O modelo anterior - que a Fenprof se prepara para ressuscitar este ano - era, aparentemente para Mário Nogueira, laxista.

Dado que a Fenprof nos garante que os professores querem mesmo ser avaliados, é estranho não haver memória da última vez que tenha colocado dezenas de milhares de pessoas na rua para obrigar um Governo a substituir o tal modelo laxista por um outro “mais exigente”.

Um outro Outubro

27 Novembro 2008, 11:40 · O País Relativo

A Fundação Res Publica apresentou ontem o seu website, um espaço de informação das suas actividades, mas também de promoção da discussão pública sobre temas que se consideram da maior relevância.  Aqui, há espaço para um Fórum de debate temático e um blogue.

De momento, os temas em debate no Fórum são “Até onde deve ir o Estado na provisão de serviços públicos?” e “Qual é o papel dos partidos europeus?“. O primeiro conta com os contributos iniciais de Vital Moreira e Correia de Campos, e o segundo com contributos de José Reis Santos e Jamila Madeira. Contribuições de pessoas interessadas no debate poderão ser submetidas através da página do Fórum. O debate sobre estas temáticas estará aberto por um período de dois ou três meses, no fim do qual as contribuições iniciais serão revistas pelos autores para incorporarem as ideias que foram expostas pelos participantes.

O blogue, com o nome Outubro (não esse, mas este), conta com a participação de vários bloggers, entre os quais o Filipe Nunes, o Hugo Mendes, o João Jesus Caetano, o Miguel Cabrita e o Tiago Barbosa Ribeiro, do País Relativo.

Justiça social segundo Mateus (1)

26 Novembro 2008, 19:43 · Mariana Trigo Pereira

“(…) Chamou os empregados e encarregou-os de lhe tomarem conta da riqueza. A um entregou 500 moedas, a outro 200 e a outro 100, a cada um segundo as suas capacidades. Depois disto, saiu. O que recebeu as 500 moedas foi logo negociar com elas e veio a ganhar outras 500. O que recebeu 200 fez o mesmo, e veio a ganhar outras 200. Mas o que recebeu as 100 moedas fez um buraco na terra e escondeu lá o dinheiro do patrão.

Passado muito tempo, o patrão voltou e fez contas com eles. Apresentou-se o que tinha recebido as 500 moedas e entregou ao patrão mais 500 e disse: «O senhor entregou-me 500 moedas. Aqui estão mais 500 que eu consegui ganhar.» Disse-lhe o patrão: «Muito bem! És um empregado bom e fiel Já foste fiel nas coisas pequenas, eu te confiarei as grandes. Vem tomar parte na felicidade do teu patrão!»

Apresentou-se também o que tinha recebido as 200 moedas e disse: «O senhor entregou-me 200 moedas. Aqui estão mais 500 que eu consegui ganhar.» - disse-lhe o patrão: «Muito bem! És um empregado bom e fiel Já foste fiel nas coisas pequenas, eu te confiarei as grandes. Vem tomar parte na felicidade do teu patrão!»

Depois apareceu o que tinha recebido as 100 moedas, e disse: «Eu sabia que o senhor é um homem duro, que ceifa onde não semeou e junta onde não espalhou. Por isso tive medo, e fui esconder as 100 moedas num buraco. Aqui está o que é seu.» E o patrão disse-lhe: «És um mau trabalhador e preguiçoso. Sabias que ceifo onde não semeei e junto onde não espalhei. Então devias ter posto o meu dinheiro no banco, para eu, ao regressar, receber o que era meu com os respectivos juros.» Depois deu estas ordens: «Tirem-nas as 100 moedas e dêem-nas ao que recebeu as 500.»

Pois, a todo aquele que tem, mais se há-de dar e terá de sobra, mas àquele que não tem, até o pouco lhe será tirado. Quanto a esse empregado inútil, ponham-no lá fora na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes.”

Mateus, cap.25, vers. 14-30

(ou A Ética Cristã e o Espírito do Capitalismo)  


O bairro do amor

26 Novembro 2008, 19:05 · André Salgado

Alargar o terminal de contentores, sim, mas com uma contrapartida. Construir uma ciclovia espaçosa, ao nível do contentor mais elevado, com cervejarias que nunca fechavam ao longo do percurso. O melhor de dois mundos. Por um lado, mariscava-se, por outro, pedalava-se e o rio e os barcos. Nos contentores desocupados viviam o Baptista Bastos e outros. Escrevendo, rindo, combatendo e trocando proezas com os estivadores.

Mais tarde, abandonada a fantasia do novo aeroporto, canalizava-se o dinheiro para um grande dispositivo hidráulico que elevaria a cidade ao nível da ciclovia.

No espaço subterrâneo ganho, instalavam-se, não os agora desnecessários parques de estacionamento, mas esplêndidas garagens para os transportes públicos e fábricas de bicicletas. Embora estas também pudessem chegar nos contentores. Pensem nisto.

Suspender

26 Novembro 2008, 17:53 · Tiago Barbosa Ribeiro

O investimento público é uma espécie de fobia do PSD quando está na oposição. Manuela Ferreira Leite voltou hoje a esse argumento populista com o anúncio da «descida» de impostos através da suspensão de projectos públicos «duvidosos». Quais? Não se sabe. Nunca se sabe. Aos poucos, vamos apenas conhecendo o grande eixo estratégico de oposição do PSD ao governo: suspender. Suspender os investimentos públicos. Suspender a avaliação de professores. Suspender a liberdade da comunicação social decidir aquilo que transmite. Suspender o salário mínimo acordado na concertação social. Suspender a democracia por seis meses. Suspender, enfim, o PSD como partido da oposição.

Já os físicos-politólogos…

26 Novembro 2008, 14:50 · João Jesus Caetano

Lee Smolin, do Perimeter Institute for Theoretical Physics, numa TedTalk com o título “How science is like democracy“, em Fevereiro de 2003 mas só agora publicada [link]:

As gravatas dos astrofísicos(*) mimicam a estrutura do universo

26 Novembro 2008, 14:48 · João Jesus Caetano

Geoge Smoot, nobel da física em 2006, numa TedTalk com o título “The design of the universe“, em Maio deste ano e publicada este mês [link]:

(*) dos norte-americanos, pelo menos.

Da felicidade

26 Novembro 2008, 13:09 · Tiago Barbosa Ribeiro

Os cidadãos dos países nórdicos, paradigmas de um modelo democrático de intervenção socialista na economia, são aqueles que manifestam maior grau de realização individual. Socialismo e realização individual. É esta a chave que a direita e parte da esquerda nunca compreenderão.

A confiança

25 Novembro 2008, 19:24 · André Salgado

O dr. Dias Loureiro conversou com o Presidente da República, garantindo-lhe não ter feito nada de mal e não existirem razões para renunciar a conselheiro de Estado, no que o Presidente assentiu, não vendo razões para duvidar da sua palavra. O dr. Oliveira e Costa conversou com o dr. Dias Loureiro, garantindo-lhe que não se passava nada de mal, no que este não viu razões para duvidar da sua palavra. Se isto der para o torto, saberemos que a culpa é do regulador.

Os blocos em Lisboa

25 Novembro 2008, 18:10 · Miguel Cabrita

O afastamento do Bloco de Esquerda face a José Sá Fernandes começou há largos meses. Começou, aliás, praticamente desde que António Costa tomou posse. Ao longo do tempo, foram dados sucessivos sinais e aproveitadas todas as ocasiões para vincar distância face ao papel que Sá Fernandes tem assumido - e bem - na coligação que garante condições mínimas de governabilidade a um projecto sólido e progressista para a cidade. Que é, ou devia ser, a questão decisiva. 

O Bloco tem manifestado vontade de rejeitar à partida coligações de qualquer espécie com o PS e parece submeter Lisboa a essa regra; está no seu direito. Aceita mal que Sá Fernandes desempenhe as funções para as quais foi eleito com autonomia e espírito construtivo (e lealdade, e competência); está também no seu direito. Foi, por isso, criticando Sá Fernandes em múltiplos momentos, com razões quase sempre pouco compreensíveis (excepto talvez no caso das casas da CML) e que em regra pareceram pouco mais que pretextos para criar problemas que não deviam existir. Estando uma vez mais no seu direito, esses episódios foram revelando um desprendimento inesperado face à situação da câmara e de Lisboa.

O que se retira da escalada da guerrilha que as estruturas do BE têm movido a Sá Fernandes (e foi o Bloco que o decidiu apoiar, mais do que o contrário) é que o cálculo dos interesses estritamente partidários, com muito tacticismo e alguma falta de cultura de exercício responsável do poder à mistura, se têm sobreposto em última instância aos interesses dos lisboetas.

É, num certo sentido, positivo que haja uma clarificação de um processo que não é acidental, está a ser construído há meses. Se o Zé já não faz falta ao BE, como nota o Hugo, então o Bloco que assuma essa ruptura sem tibiezas, e de preferência sem tentar culpar outros por tal opção. Era preferível que fosse outro o caminho. Mas veremos como é que esta estratégia tão clara, a manter-se, se vai traduzir daqui para a frente e com que resultados para os equilíbrios políticos da cidade. 

P.S. vale a pena ler o texto de José Sá Fernandes no Público de hoje

A subtileza do costume

25 Novembro 2008, 16:10 · Hugo Mendes

O jornal Público é conhecido pelo seu rigor hermenêutico. Vejamos o título desta notícia na edição on-line: DREN ameaça com processos disciplinares quem apelar ao boicote da avaliação
De seguida, os dois primeiros parágrafos da notícia:
«A Direcção Regional da Educação do Norte (DREN) ameaçou hoje que irá avançar com processos disciplinares contra os professores que pressionarem colegas a boicotarem a avaliação de desempenho.

Margarida Moreira, directora da DREN, assegurou, em declarações à TSF, que será “inflexível”. “Se for uma situação de coação, actuarei disciplinarmente se necessário for”, reforçou a responsável, sublinhando, porém, que está disponível para debater a questão com os professores para evitar situações como esta».

Ora, ‘apelar’ (no título), ‘pressionar’ (na notícia) e ‘coagir’ (verbo efectivamente usado por Margarida Moreira) são acções muito diferentes; em concreto, o primeiro verbo tem um sentido muito mais benigno do que qualquer dos outros dois. Seria um exagero punir um ‘apelo’. Punir uma ‘coacção’ é uma coisa bem diferente. Para o caso de muitos não terem percebido, a avaliação é um direito individual.

Mas isso não interessa nada. O que interessa são mesmo as parangonas. Esperemos pela edição em papel amanhã.

A clarificação do impasse

25 Novembro 2008, 12:15 · Miguel Cabrita

 

A situação dos socialistas franceses recorda, como se fosse preciso, a complexidade e delicadeza dos processos democráticos, especialmente em situações de grande equilíbrio.

É verdade que não se tratará apenas de questões de programa, estratégia e discurso; há sempre outros factores a interferir nas contabilidades eleitorais. Mas estas eleições têm sido disputadas em larga medida como uma escolha entre orientações distintas para o PSF. Por isso, mais do que o quase empate (escassos votos separam as candidaturas num universo de 135000 votantes) entre duas pessoas, não deixa de ser irónico que tensões que têm percorrido a social-democracia europeia nos últimos anos tenham agora uma expressão tão dramática no contexto já de si difícil do PSF, com uma história recente marcada por profundas fracturas internas, pelo enquistamento de facções demasiado personalizadas e pelo espectro de uma longa permanência na oposição.

Quando era tão necessário renovar a agenda e criar condições retomar a iniciativa política, o pior que podia acontecer era uma longa e amarga disputa processual, que parece em definitivo escorregar para terrenos muito perigosos. Estes processos deixam inevitavelmente feridas, internas e na imagem externas, e acima de tudo têm o condão de desvalorizar, quando não de hipotecar ou fracturar, o prémio em disputa.

Não se sabendo ainda até onde irá a luta, estão em aberto todos os cenários. Mas uma coisa é certa: quem ascender à liderança terá uma legitimidade e uma margem de manobra muito curtas. E corre o sério risco de herdar um partido seriamente posto em causa, se não houver capacidade institucional para impor como legítima uma decisão e uma enorme dose bom senso dos actores envolvidos, duas variáveis no mínimo incertas. Neste processo eleitoral, a única clarificação que há no PSF é a do impasse real em que o partido - e o socialismo francês - se encontra.

O Zé

25 Novembro 2008, 10:25 · Hugo Mendes

Aparentemente já não faz falta.

Eu consegui ir à Byblos. E tu?

24 Novembro 2008, 16:23 · Sílvia Sousa

Menos de um ano após a abertura, a Byblos encerrou.

Passo à porta todos os dia… de carro.  E até costumo parar… no semáforo.

Estaciono, frequentemente, muito perto… nas Amoreiras (onde, por acaso, há uma Bertrand e uma Bulhosa, que não requerem que me aventure por passeios ínfimos atolados de carros mal estacionados).

Será que era assim tão difícil perceber que a localização era péssima?

O monstro e o sapo

23 Novembro 2008, 23:43 · Hugo Mendes

Ao contrário do que é costume, os blogues que defendem a desobediência e a sublevação dos docentes à avaliação de desempenho não elogiaram o artigo de António Barreto hoje no “Público”. Percebe-se: por uma vez, o articulista substituiu a demagogia contra a “5 de Outubro” - isto é, contra o “Estado” -  e fez o elogio de um sistema de gestão e de avaliação numa escola dotada de ampla autonomia e com um director, que algumas mentes na nossa praça ainda associam ao fascismo, numa confusão pueril - que atravessa n discussões políticas no nosso tempo - entre “autoritarismo” e “exercício legítimo da autoridade”.

O que o autor não tem coragem de dizer é que o modelo que propõe é razoavelmente semelhante - pelo menos nos seus princípios gerais - ao novo regime de autonomia, administração e gestão das escolas aprovado em Abril deste ano, e concebido, pasme-se, no monstro da “5 da Outubro” (decreto-lei aqui).

Admiti-lo seria, simplesmente, engolir um sapo demasiado grande.

«Esta canalha»

23 Novembro 2008, 16:32 · Tiago Barbosa Ribeiro

Declarações de Mário Nogueira, um dirigente sindical moderado e aberto à negociação alguns meses antes de ser líder da FENPROF.

Declarações de Mário Nogueira

São estes os parceiros com quem o Ministério da Educação tem que negociar?

23 Novembro 2008, 2:42 · Hugo Mendes

Esta é, neste momento, a página da Fenprof (cartaz roubado daqui; clickar para aumentar):

E se a nossa imprensa não achasse que o seu papel é apenas o de fiscalizar o Governo, desresponsabilizando os parceiros sociais, daria as parangonas que isto merece.

«Louvado sejas…»

22 Novembro 2008, 23:46 · Hugo Mendes

O “Público” acha que é notícia o facto de o antecessor do Magalhães (de nome ‘XO’) já poder ser comprado em Portugal (se fosse o sucessor…).

Mas a notícia não é totalmente irrelevante: ficamos a saber «que só a encomenda de um milhão destes portáteis feita pela Venezuela representa mais unidades do que o XO conseguiu vender até agora em todo o mundo».

Uma péssima ideia, esta do Magalhães.

Lutas de ocasião II

21 Novembro 2008, 12:23 · Tiago Barbosa Ribeiro

O João Miranda considera que o modelo que eu defendo para a gestão de recursos humanos do Ministério da Educação é o modelo seguido pelas empresas privadas. Curiosamente, é o próprio que compara o modelo das escolas privadas com o modelo das escolas públicas. Sucede que o paradigma de descentralização e autonomia das escolas públicas que eu defendo articula-se com princípios de gestão e de avaliação garantidos pelo ME no âmbito de um sistema público de educação.

A avaliação dos professores deve ser feita localmente e isso nunca esteve causa. Nem a subjectividade, obviamente, associada a qualquer sistema desta natureza. Simultaneamente, em nada um registo centralizado tem implicações nos resultados da avaliação, sendo aliás bem mais neutral do que registos escola a escola. Ou então todos os outros registos, do acesso ao ensino superior às declarações de impostos, deveriam também ser fragmentados e no limite extintos. Misturar a descentralização administrativa ou até a regionalização com uma desconfiança espúria contra o Estado não passa de uma cortina ideológica em que a educação é um tema tão bom como qualquer outro desde que sirva para anular quaisquer mecanismos estatais. Compreende-se.

O fim de um mito

20 Novembro 2008, 22:53 · André Salgado

Os No Name Boys já não são os No Name Boys.

O primeiro chama-se José Oliveira e Costa.

Novo estilo de Ferreira Leite com seguidores inesperados

20 Novembro 2008, 17:31 · André Salgado

Ver o governo indignado por Manuela Ferreira Leite defender a brincar o que ele faz a sério

Lutas de ocasião

20 Novembro 2008, 16:11 · Tiago Barbosa Ribeiro

O João Miranda discorda que os computadores do Ministério da Educação mantenham registos das avaliações de desempenho dos professores que trabalham para o Ministério da Educação. Chama a isso, espantosamente, «centralismo avaliativo». Em concordância, sugiro que as direcções de Recursos Humanos das empresas privadas deixem também de ter registos sobre a avaliação de desempenho dos seus colaboradores. A luta é o caminho e tal.

Todo-o-terreno: novo livro de Ana Gomes

20 Novembro 2008, 15:12 · Miguel Cabrita

 

 Hoje às 18 horas, na livraria do Corte Inglês, tem lugar a cerimónia de lançamento do livro de Ana Gomes, Todo-o-terreno. 4 anos de reflexões. O livro será apresentado por Vicente Jorge Silva e é prefaciado por António Guterres.

Novas oportunidades m/f (ii)

20 Novembro 2008, 12:46 · Rui Branco

Está aberto concurso para o preenchimento da vaga de ponto da dra. Manuela Ferreira Leite. Respostas à São Caetano à Lapa ou ao cuidado do jornal Público.

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