Nova economia II
31 Janeiro 2009, 19:18 · Hugo Mendes
«…a economia e a agricultura familiar têm de voltar. É ela que mata a fome às pessoas».
Palavras de Boaventura Sousa Santos ao “Diário de Notícias” de hoje.
Por favor, se alguém tiver por aí um gráfico que correlacione, a nível internacional, os níveis de subnutrição de uma população com o peso nacional de práticas típicas de uma economia de subsistência, envie ao professor Boaventura.
Tal foi a algazarra no 31 que o Vasco Campilho não se lembra de nada
30 Janeiro 2009, 22:12 · André Salgado
“A propósito do caso Freeport, o PSD faz bem em permanecer calmo. Nos dias que correm, é importante haver um partido que não se compraz em especulações, permanece sereno, confia na justiça portuguesa e não mistura o plano judiciário com o político“
Mas também é possível que o tenha escrito enquanto tomava café na tranquilidade do seu esplêndido site, e não entre garrafas vazias de Sagres e Veuve Clicquot, na ressaca dos confettis e com o Henrique Burnay em contenção estética.
Sou rica em ouro e pobre, pobre em sonhos
30 Janeiro 2009, 19:48 · André Salgado
Como assinala a Mariana, para o Presidente da República a causa maior da nova pobreza é, não qualquer crise económica e social ou a complexidade dos índices de desigualdade, mas a nova lei do divórcio.
Está descoberta, de forma involuntária e simples, a receita para erradicar a pobreza da realidade portuguesa. Assenta em três eixos:
a) Proibir o divórcio. Pode não haver felicidade, nem vontade das pessoas em manter uma relação matrimonial, mas não haverá pobres. O que é, aliás, uma forma de felicidade.
b) Promover um alargado programa casamenteiro a nível nacional, entre cidadãos pobres que ainda não tenham tido a sorte de casar e cidadãos com um nível de rendimentos a ser avaliado pelo Ministério das Finanças. Adenda: menos os homossexuais, claro, pois esses diz que nunca são pobres.
c) Praticar adultério e namoriscar alguém sem intenções sérias passam a ser crimes económicos.
O eixo b) remete para o eixo a), et voilá!
Adeus pobreza, olá rankings internacionais.
Nova economia
30 Janeiro 2009, 15:47 · Mariana Vieira da Silva
O Presidente da República acaba de fazer um discurso no congresso das IPSS, onde afirmou que a dissolução da família e a nova lei do divórcio são dois dos factores que mais contribuem para o surgimento de novas formas de pobreza.
Isto é uma boa notícia, porque ao contrário das estratégias assentes no investimento público e na criação e manutenção do emprego, o fim dos divórcios é uma solução barata e que não afecta o défice. E talvez até tenha a concordância do PSD.
Fantasmas
30 Janeiro 2009, 15:16 · Tiago Barbosa Ribeiro
Está a tornar-se cada vez mais doentia — não há outra palavra — a campanha mediática contra o PS e o seu governo. Agora, até os e-mails enviados pela mailing list do PS para os militantes que a subscreveram são uma «notícia» com destaque no Sol, transformando um facto quotidiano de um partido num caso político de alguma forma relacionado com a poderosa estratégia mediática construída em torno do Freeport. Numa campanha sem fim à vista, e com parte da imprensa em militância activa para reproduzir notícias a partir de notícias previamente produzidas, esta democracia de casos é uma democracia que se menoriza e que aos poucos se extingue nas sombras que cria. Infelizmente, com cumplicidades mais ou menos activas no nosso sistema político, todos vamos ficando reféns desta doença e dos seus fantasmas. Sobretudo dos seus fantasmas.
Não aprender
29 Janeiro 2009, 22:00 · Mariana Vieira da Silva
Nos primeiros dias de 2004, um diário publicou uma manchete associando diversos nomes de personalidades públicas (entre os quais o Presidente da República de então) ao processo Casa Pia. Já antes disso e durante os meses seguintes pulularam as listas e os álbuns, as escutas, as bocas e as insinuações. Câmaras estiveram montadas à porta de casa de algumas destas pessoas, jornalistas andavam num corropio em corredores; todos tinham uma informação que mais ninguém tinha. Todos tinhas as fontes e as certezas.
Nada disto é novo, e tudo serve apenas para lembrar o muito que se disse sobre o que o país ia aprender com o processo Casa Pia, sobre os erros que não se cometeriam mais, sobre tudo o que ia mudar em matérias relacionadas com o segredo de justiça.
Não se vê nada de novo, nada de muito diferente. Vê-se o mesmo vazio transformado em manchete, com os mesmos títulos insidiosos, assinados pelos mesmos jornalistas. Vê-se a comunicação social a transmitir buscas quase em directo.
Passaram 5 anos e parece que não aprendemos grande coisa. Talvez para a próxima.
A ejaculação precoce é cá um 31
29 Janeiro 2009, 21:50 · André Salgado
Lendo a algazarra que ia pelo 31 da Armada, pensei que tínhamos mudado de governo e não tinha dado por isso. Discutia-se quem poderia ser o novo primeiro-ministro, se Ferreira Leite tinha hipóteses, o Rui Castro divertia-se como um miúdo no Google, o Carlos Nunes Lopes tinha flashbacks, o Henrique Burnay escrevia epitáfios, o Rodrigo Moita de Deus exigia respeito, a Ana Margarida Craveiro misturava Veuve-Clicquot com Sagres, o Afonso Azevedo Neves aclarava a cabeça com whisky e vinho, o Vasco Campilho recordava, com saudade, o tempo em que tinha sido arrancado aos braços da namorada francesa com lenço Hermès ao pescoço (a namorada, supõe-se, não o Vasco), chegada que era a sua hora de regressar para servir o país… uma festança.
By the end of the day, o único dado interessante que ficámos a saber é que a investigação inglesa se estará a basear na denúncia anónima de 2005. A tal que, certamente por engano, deve ter servido de base de copo num jantar onde esteve presente, nunca se percebeu bem a que propósito, um ex-chefe de gabinete de um ex-primeiro ministro. Lembram-se?
A avaliação
29 Janeiro 2009, 20:00 · André Salgado
Do que pude perceber do “caso do relatório da OCDE”, a comunicação do Ministério da Educação enviou, no último domingo, um press release às redacções a informar que no dia seguinte seria apresentada, pelo primeiro-ministro e pela ministra da educação, uma “avaliação feita pela OCDE das reformas realizadas no 1.º ciclo do Ensino Básico”.
Assumindo que tinha cometido uma incorrecção, corrigiu a informação, no próprio dia, hora e meia depois, com novo press release que identificou expressamente as incorrecções e colocou a natureza do documento a ser apresentado nos termos correctos: “avaliação internacional das reformas realizadas no 1.º ciclo do Ensino Básico, (…) solicitada a um conjunto de peritos internacionais, liderado por Peter Matthews”.
Afinal, para nossa surpresa, a bem oleada máquina de propaganda do governo é feita por pessoas normais, que também cometem enganos e, vejam só, têm a distinta perfídia de os assumir e corrigir.
Mais extraordinário ainda: para o Pedro Sales, que com a “habilidade” de quem sabe da poda, ilustra-se com o press release original, despachando a sua correcção como uma “conveniente” errata, este é um case study da máquina de propaganda do governo. Ou seja, o governo teria enviado deliberadamente um press release com informação errada, para logo a seguir, seguindo uma misteriosa estratégia, divulgar outro press release corrigindo o primeiro. Se não fosse tonto, seria de perguntar onde está verdadeiramente a intrujice.
E já agora, Pedro, uma reflexão lateral: o site do PS, como qualquer site político, inclusive o do BE, é um veículo de informação que estará sujeito às mesmas contigências que se colocam a um orgão de comunicação. Se receber um press release de um ministério com informação que contenha incorrecções, escreverá com base nessa informação. Que tenha acompanhado a correcção, não é um caso nem uma medida de coisa nenhuma. É normal.
A nota mais pitoresca de todo este caso - complicadíssimo, como se vê - é ter acabado por premiar o Carlos Nunes Lopes e o seu meticuloso esforço de demonstração, com a medalhinha, certamente involuntária, de Felícia Cabrita do 31 da Armada.
Um unilateralismo europeu?
29 Janeiro 2009, 17:52 · Miguel Cabrita
Mas na verdade estamos a falar de direitos humanos, de uma nódoa no currículo dos Estados Unidos - e, quer queiramos quer não, do Ocidente - e de contribuir (ou não) activamente para resolver uma situação extremamente incómoda para todos os que reclamam para a Europa uma voz autorizada nestas matérias.
Dizer que a Europa se pode alhear deste problema é, na prática, uma capitulação ética e, no plano das relações atlânticas, rigorosamente equivalente ao unilateralismo americano. Sobretudo depois de todos os apelos da UE para que se pusesse cobro ao limbo juridicamente duvidoso que era Guantanamo.
Lembrete (mais um): porque faz falta o Tratado de Lisboa
29 Janeiro 2009, 17:49 · Miguel Cabrita
Tamanha inoperância da UE contrasta com o papel liderante que a Europa pode e tem, apesar de tudo, tido ao longo do tempo, no plano global, em matérias estruturantes como as questões ambientais e alterações climáticas, ou os direitos humanos e sociais. A discrepância entre a relevância e liderança da agenda europeia e as evidentes limitações da UE enquanto actor global é, em si, uma boa razão para justificar todos os esforços de levar a bom porto as melhorias institucionais e políticas que o Tratado de Lisboa, uma vez em vigor, vai permitir.
A UE, Guantanamo e as armadilhas da decisão
29 Janeiro 2009, 17:42 · Miguel Cabrita
Não é novidade a incapacidade da Europa tomar posições comuns, atempadas e consistentes em questões importantes, sobretudo no campo da política externa (mas também em domínios importantes como o social e do emprego). As razões, várias, também não são novas: a fragilidade da moldura institucional e de poder que suporta a UE e a relação desta com os Estados-membros; interesses, estratégias e alinhamentos nacionais dos 27, muito diversos; diferentes visões do que deve ser o nível de actuação no plano europeu; igualmente, do papel e alinhamento geo-estratégico da UE; clivagens ideológicas e outras, que interferem directamente na margem de actuação comum.
Após vários governos (seguindo, aliás, o repto do português) se terem pronunciado a favor de uma colaboração activa com a nova administração americana, que fez da criação de condições para o encerramento de Guantanamo bandeira e primeira medida, o impasse sobre a atitude a tomar pela Europa face aos prisioneiros do campo fornece mais um exemplo de dramática incapacidade política da UE.
Uma vez mais, a Europa está prisioneira de divisões dificilmente sanáveis, só minimizadas nos complexos meandros da diplomacia e por opacos circuitos de decisão, mas à custa de quaisquer decisões sólidas em tempo útil. A capacidade para as gerar, pelo contrário, é uma vez mais uma miragem, expondo a Europa a uma inoperância que, além do mais, compromete a sua credibilidade e o seu peso enquanto actor no tabuleiro global.
(baseado em texto publicado no Outubro, tal como os dois seguintes)
Índice do situacionismo (*)
29 Janeiro 2009, 11:18 · Tiago Barbosa Ribeiro
Descubra as diferenças:
- 1.ª página do Público de hoje: «Aprovação do último estudo ambiental do Freeport foi o mais rápido de sempre».
- Página 4 do Público de hoje: «Última avaliação ambiental do Freeport de Alcochete foi a mais rápida de que se tem registo desde 1995».
(*) ©
Dá-me um aeroporto, já!
28 Janeiro 2009, 20:26 · Tiago Barbosa Ribeiro
Rui Rio não foi capaz de gerir um teatro municipal. Não foi capaz de gerir o mercado do Bolhão. Não foi capaz de gerir o Palácio do Freixo. No essencial, não foi capaz de deixar nenhuma marca de gestão autárquica ao longo de 8 anos de presidência da Câmara Municipal do Porto. Agora, decidiu que quer gerir um aeroporto. Enfim.
A família alargada contra-ataca
28 Janeiro 2009, 19:40 · Miguel Cabrita
A julgar pelos últimos dias, afinal o declínio da família alargada não é (ainda) tão irremediável como se pensava. Há muito boa gente a esfregar as mãos de contente. Pelo menos, parece haver quem esteja empenhado em ressuscitá-la: primos, primas, tios, o que for. Sem outros elementos, é pouco, muito pouco para ser minimamente sustentável. Mas os fins justificam os meios, tudo serve.
Se para mais não for, pelo menos está garantido um verdadeiro entreposto carnavalesco de fumos, insinuações e suspeições. Como parece ser recorrente, sem nada de substantivo. De concreto, talvez a sobre-atenção mediática a não-factos, ambiguidades e inverdades; e os potenciais danos e consequências perversas, essas bem reais, para a vida de pessoas e instituições que vêem a sua idoneidade, que construiram e a que têm direito, posta em causa. Ou, quando tal não é possível, em dúvida. Como já se viu no passado.
Isto está a correr mesmo bem
28 Janeiro 2009, 18:22 · André Salgado
1. O país ficou a saber que a grande preocupação do PSD sobre a situação económica e social - tema escolhido pelo próprio PSD para o debate quinzenal - é se no relatório da equipa de peritos internacionais sobre a avaliação do 1º ciclo do ensino básico em Portugal há mais ou menos OCDE. As justas felicitações ao Carlos Nunes Lopes por esta importante micro-causa.
2. Há coisas que ultrapassam os limites da indignação. Depois do triste episódio da Lusa mandar uns jornalistas a Espanha ouvir uns socialistas espanhóis a dizer mal das posições da direcção do PSD sobre o TGV, é lamentável que as televisões se tenham prestado a transmitir em directo as explicações do vice-presidente da AR, Guilherme Silva, sobre as resoluções do encontro parlamentar de Zamora, apenas com a intenção mesquinha de apoucar a posição do deputado do PSD, Guilherme Silva, sobre as resoluções do encontro parlamentar de Zamora.
A culpa, aqui também, é do Governo
28 Janeiro 2009, 15:50 · Hugo Mendes
FMI agrava queda das principais economias que são clientes de Portugal.
Se viesse uma avaliação a sério, assim daquelas mesmo a sério, ainda fechavam o país
27 Janeiro 2009, 23:26 · Hugo Mendes
Já vamos quase nas migalhas, mas às vezes são a parte mais docinha. Parece que o facto do relatório ontem apresentado sobre a avaliação do 1.º ciclo do ensino básico não trazer o carimbo da OCDE está a deixar algumas pessoas revoltadas. O facto de ter sido produzido por uma equipa de peritos independentes, onde seguramente por acaso figura a Directora da Divisão das Políticas de Educação e Formação da OCDE, e ter explicitamente seguido a metodologia da avaliação usada pela organização parece ser absolutamente irrelevante e retira-lhe toda a credibilidade (o Pedro Sales tem por fonte o independente e credível professor Ramiro Marques, que tem passado os últimos meses a tentar convencer os docentes deste país a violar a lei das formas mais originais possíveis, numa tentativa desesperada de regressar ao PREC).
De facto, isto de avaliar as medidas de política é um bico-de-obra. Vou tentar percorrer os pecados possíveis (mas não tenho objectivo de ser exaustivo, a minha imaginação é fraca):
- se um estudo de avaliação é produzido a um dado Ministério, não vale, porque é interno.
- se é externo e encomendado, é porque é encomendado, e dado que ainda não encontrámos avaliadores a trabalhar de borla, eles infelizmente têm que ser pagos. Uma chatice, porque toda a gente sabe que se são pagos, então não há idoneidade intelectual que os valha: as suas conclusões foram compradas. Se são portugueses, é porque são amigos dos políticos; se são estrangeiros, é porque são igualmente amigos dos políticos (que, sabemos, são seres altamente cosmopolitas), mas isso não uma condição necessária: basta serem corruptíveis.
- se o relatório não é encomendado mas faz parte do trabalho de organizações internacionais - como este estudo, que elogiou, na área da educação, o programa Novas Oportunidades (e não vou pesquisar as reacções que devem ter sido registadas por cá à sua publicação: devem ter variado entre o achincalhamento e o desprezo, passando pelo silêncio) -, então toca a dizer que, imagino, (1) as informações com que a organização construiu o seu relatório foram viciadas na fonte (o dito Ministério) e, claro, (2) que se trata de uma organização internacional que não passa de uma lança da “globalização neo-liberal” (entre o FMI, o Banco Mundial, a OCDE e a UE, venha o diabo e escolha).
Não vale a pena. Avaliações só mesmo as levadas a cabo por entidades idóneas como a FENPROF, o PCP, o BE, ou movimentos “independentes” dos professores, observadores distantes do fenómeno, e que não têm nada a perder, trate-se de potenciais eleitores ou de influência sindical, já para não falar das cotas pagas.
Tenham dó.
E, já agora, façam uma sondagem (mas acreditarão nos números?) às famílias deste país (será que conseguem perceber opiniões como a de Manuel Monteiro, da Federação de Associação de Pais do Porto, citado hoje no “Público” (pág.8), onde diz que o «alargamento do horário foi óptimo para os pais que não tinham onde deixar as crianças»?) e tentem perceber o que a esmagadora maioria delas acha da “escola a tempo inteiro” e das actividades de enriquecimento curricular. Pode ser que depois percebam a sua importância.
Estas medidas têm problemas, como aliás o relatório dos peritos “comprados” sublinha? Ora bolas, ainda não foi atingida a perfeição, ao contrário do que acontece todos os dias nos nossos tribunais, hospitais, universidades, centros de investigação, museus, serviços públicos, grandes, médias e micro-empresas, etc., organizações conhecidas, bem sabemos, por carburarem no tecto dos níveis de eficiência, eficácia, e equidade. Mas, shhhhhhh, não contem a ninguém, porque se viesse uma avaliação a sério, assim daquelas mesmo a sério, ainda fechavam o país.
Rui Rio sem um Porto
26 Janeiro 2009, 23:59 · Tiago Barbosa Ribeiro
Na passada sexta-feira, o PS confirmou Elisa Ferreira como candidata independente à Câmara Municipal do Porto. Nos últimos 8 anos de governação PSD/CDS-PP, a cidade tem vivido num torpor sem projecto nem sentido e a candidatura de Elisa Ferreira perspectiva um sobressalto cívico capaz de devolver ao Porto tudo o que lhe tem sido negado. Será, a todos os níveis, uma candidatura seguramente vencedora.
Reagindo com óbvia incomodidade a esta candidatura, os responsáveis do PSD/Porto não se lembraram de nenhuma crítica política a não ser o facto de Elisa Ferreira ser candidata a eurodeputada alguns meses antes da data das autárquicas, assumindo aliás com toda a naturalidade o compromisso de abandonar o Parlamento Europeu assim que vença a Câmara Municipal do Porto. Mais estranho, se me permitem, é mesmo Rui Rio querer assumir um terceiro mandato no Porto alguns meses, se não semanas, antes das próximas eleições internas no PSD.
Ler os outros
26 Janeiro 2009, 23:34 · Tiago Barbosa Ribeiro
«Celeridade?», pelo Eduardo Pitta.
Notícias da gaiola
26 Janeiro 2009, 17:27 · André Salgado
Caro Tiago Mota Saraiva,
É meu entendimento que ninguém deve ser alvo de discriminação por virtude de um momento, estou certo que temporário, de insuficiência perceptiva. Pode ter sido uma ansiedade camarada ou uma dor de crescimento eleitoral, o que tem solução, não há que desanimar. Aceite, por isso, a minha solidariedade sincera. Os seus camaradas Carlos Vidal e Luis Rainha, citando aleatoriamente, não só o compreenderam, como já lhe tiram o proveito em textos de sagaz análise política - e cultural, no caso do Carlos Vidal. Um Outlet programático.
Um até breve deste seu leitor
André Salgado
Revistinha de imprensa II
26 Janeiro 2009, 12:45 · Hugo Mendes
Atenção aos leitores, em particular aos mais politicamente engagés, sobretudo se habitualmente distraídos: até às eleições legislativas deste ano, o jornal oficial do PSD, Povo Livre, mudará o seu nome para Porto Livre.
Revistinha de imprensa
26 Janeiro 2009, 12:08 · Hugo Mendes
A OCDE produziu um relatório bastante elogioso das reformas levadas a cabo por este Governo no 1º ciclo do ensino básico, em particular as relativas ao fechamento de escolas, à concretização das actividades de enriquecimento curricular e à formação contínua de professores de Português, Matemática e Ciências.
O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fizeram uma chamada de primeira página. O 24Horas ficou-se por uma pequena nota. O Correio da Manhã nada noticiou. Mas o silêncio mais notório é seguramente o do Público: nem uma linha sobre o assunto.
Imagine-se que o relatório tinha puxado as orelhas às políticas do ME. Qual Freeport, qual quê: a primeira página ser-lhe-ia seguramente dedicada.
Alguém avise sff o respectivo director José Manuel Fernandes que o relatório até tem poucas estatísticas, não fosse o mesmo duvidar dos “números”.
“Até o tempo está em crise”
26 Janeiro 2009, 10:49 · Mariana Trigo Pereira
- diz um passageiro do 773 - “Caiu um porradão de água ontem à noite…choveu como gente grande!”

À falta de melhor, ainda vamos assistir a uma convergência ideológica…
23 Janeiro 2009, 18:14 · André Salgado
Quem os viu e quem os vê
22 Janeiro 2009, 18:20 · Tiago Barbosa Ribeiro
Há alguns meses, pouco tempo antes de se evidenciar a extensão de uma crise económica que derrubou todos os pressupostos desreguladores «inevitáveis» nos programas políticos das direitas, a juventude do CDS-PP pediu o fim do salário mínimo nacional. Aparentemente, é — era? — um anacronismo prejudicial à economia. Alguns bloggers, como João Miranda, concordaram então com os «fundamentos teóricos sólidos» da proposta. O problema, como se viu entretanto, são os seus fundamentos empíricos.
Mas hoje mesmo o CDS-PP «exigiu» respostas mais contundentes para a crise, nomeadamente a extensão do subsídio do desemprego que ainda ontem a doutrina populista do CDS-PP considerava um sinal de parasitismo social. Provavelmente, para desgraça dos jovens populares, ainda ouviremos o CDS-PP «exigir» o aumento do salário mínimo nacional. Quem os viu e quem os vê.
Especulem lá sobre isto
22 Janeiro 2009, 17:53 · Tiago Barbosa Ribeiro
Joe Berardo também já percebeu as virtudes de uma economia regulada. Seja então bem-vindo.
Proteger as famílias
21 Janeiro 2009, 19:34 · Tiago Barbosa Ribeiro
Governo anuncia alargamento do subsídio social de desemprego.
Olha o BE a interrogar-se porque não se defende um dos vértices da triologia fássista!
20 Janeiro 2009, 20:35 · André Salgado
Tiago, isto vindo de uma gaiola de malucos, de onde conseguiram expurgar todos os que não alinhavam pelo pensamento oficial, parece um caso psiquiátrico. Não resolvam primeiro as cabecinhas sobre os esqueletos do comunismo servido ao povo, esse tempo de memoráveis conquistas democráticas, não…
Agarra que é ‘fássista’!
20 Janeiro 2009, 17:39 · Tiago Barbosa Ribeiro
Quando não temos oposição, temos isto ou isto. Através do sempre instrutivo cinco dias ficamos a saber que o PS resvala perigosamente para o «fássismo» (claro) porque pretende proteger o país, as famílias e as empresas dos efeitos da devastadora crise económica que vivemos. O Daniel Oliveira, entre outros, concorda com a fantástica apreciação. Talvez um partido político que queira desproteger o país, as famílias e as empresas esteja mais de acordo com as propostas políticas de algumas correntes que existem nos blogues e no parlamento, mas a vida é o que é. Tenham juízo.
West Wing, série 8
20 Janeiro 2009, 17:04 · Mariana Vieira da Silva






