In memoriam
30 Junho 2009, 15:48 · Tiago Antunes
Faleceu a diva do Tanztheater Wuppertal. Depois do criador da moonwalk, outro génio que parte…
Dia 2 Julho - António Costa conversa com as redes sociais
30 Junho 2009, 12:40 · Hugo Costa
No dia 2 de Julho (Sala do Arquivo nos Paços do Concelho da CML), pelas 18 horas António Costa vai interagir e conversar com as redes sociais (twitters, bloggers, etc) fazendo o balanço do mandato.
Esta é una iniciativa meritória que demonstra um grau de abertura à participação democrática que deve ser saudada.
Eu estarei presente, espero que sigam o meu exemplo de não perder a oportunidade inovadora de comunicar e discutir estratégias para capital com o actual Presidente de Câmara e colocar as mesmas na democracia virtual em directo. Questionar o presente e ouvir respostas para o futuro é o desafio.
Os cínicos, os crédulos e a participação
29 Junho 2009, 0:02 · Mariana Vieira da Silva
Robert Reich escreve aqui um post daqueles que farão os fãs da política americana vestir a pele de Tocqueville e suspirar um “aquilo é que é uma democracia”. Secretary of Labour de Bill Clinton, Reich deixa aos cínicos e aos admiradores um recado sobre Obama e a sua política. E porque este é, por cá, tempo de eleições, de discutir os programas e as políticas, fica para o day-after:
«People who voted for Barack Obama tend to fall into one of two camps: Trusters, who believe he’s a good man with the right values and he’s doing everything he can; and cynics, who have become disillusioned with his bailouts of Wall Street, flimsy proposals for taming the Street, willingness to give away 85 percent of cap-and-trade pollution permits, seeming reversals on eavesdropping and torture, and squishiness on a public option for health care.
In my view, both positions are wrong. A new president — even one as talented and well-motivated as Obama — can’t get a thing done in Washington unless the public is actively behind him. As FDR said in the reelection campaign of 1936 when a lady insisted that if she were to vote for him he must commit to a long list of objectives, “Maam, I want to do those things, but you must make me.”
We must make Obama do the right things. Email, write, and phone the White House. Do the same with your members of Congress. Round up others to do so. Also: Find friends and family members in red states who agree with you, and get them fired up to do the same. For example, if you happen to have a good friend or family member in Montana, you might ask him or her to write Max Baucus and tell him they want a public option included in any healthcare bill.»
Black and white
26 Junho 2009, 12:37 · Mariana Trigo Pereira
Quando andava na 2ª classe em Inglaterra tinha diariamente uma encontro marcado com todos os alunos e o director da escola. Entrávamos ordeira e pontualmente no ginásio às 3 da tarde - the Assembley - era assim que lhe chamavam. Falávamos sobre assuntos importantes para a escola e para os alunos, havia um momento de oração (protestantes, católicos, sikhs, hindus, muçulmanos e eu sem saber muito bem o que fazer…) e os alunos por vezes organizavam-se para fazer apresentações ou actuações artísticas. Para além disso havia também um momento de música em que uma professora se sentava ao piano e os alunos cantavam músicas cujas letras eram projectadas na parede através de um acetato. Só me lembro de duas dessas músicas, que cantámos vezes sem conta: We are the World e Black and White.
A Mariana já se antecipou e pôs o video aqui ao lado.
Intrigas de Cavaco
26 Junho 2009, 7:45 · Hugo Costa
Cavaco Silva com estas afirmações passou as suas competências. Agora já mete-se nas empresas? Lamentável que um Presidente perca o seu dia em intrigas. Intrigas para defender o partido que o elegeu. Ou não foi para defender a Sra. Manuela?
A ver e ouvir ali ao lado
26 Junho 2009, 1:19 · Mariana Vieira da Silva
Para acompanhar os dias que se seguirão, cheios de relatos de uma vida de que sabemos pouco (por enquanto a CNN explica detalhadamente o cardiac arrest).
Michael Jackson, Black or White.
Eu tenho dois amores
24 Junho 2009, 23:11 · Tiago Antunes
Manuela Ferreira Leite trocou a obsessão do défice pela obsessão do endividamento.
O PS e o controlo da TVI: toda a fama, nenhum proveito
24 Junho 2009, 23:07 · Tiago Antunes
Quando a PRISA decidiu comprar a TVI, aqui-del-Rei, que era uma espécie de OPA do PS sobre a TVI. Viu-se! Aliás, basta assistir ao telejornal da TVI, particularmente à sexta, para verificar como essa tese era falsa.
Agora, que a PT aparentemente irá comprar uma parte da TVI à PRISA, lá volta o mesmo filme. Mas tudo indica que não passa de um filme de ficção científica, sem qualquer aderência à realidade. Ou melhor, de um romance quixotesco, em que umas quantas mentes imaginosas se deleitam a investir contra moinhos de vento…
MFL em entrevista: a forma
24 Junho 2009, 22:52 · Tiago Antunes
Repararam como as «piquenas e médias empresas» já passaram a «pequenas e médias empresas»? Será que MFL anda a ter sessões de terapia da fala?
Repararam como MFL mistura, indiferenciadamente, o singular e o plural na mesma frase?
MFL em entrevista: o apelo
24 Junho 2009, 22:48 · Tiago Antunes
«Se não quiserem mais um Governo do Eng. Sócrates, não dispersem o voto, votem no PSD», diz Manuela Ferreira Leite.
O PSD, portanto, só se afirma pela negativa, como mal menor. MFL não quer que votem no PSD pelo PSD, mas apenas por exclusão de partes.
É pouco. Muito pouco…
MFL em entrevista: a impreparação
24 Junho 2009, 22:45 · Tiago Antunes
«Se eu quiser montar um café, faço-o sem pedir autorização a ninguém», diz Manuela Ferreira Leite. Ora, a bem da saúde pública e da segurança alimentar, não é assim. MFL tinha obrigação de saber que a instalação de estabelecimentos de restauração e bebidas está sujeita a um procedimento de licenciamento (nos termos do DL 234/2007).
Os grandes investimentos não servem para as pequenas e médias empresas, considera Manuela Ferreira Leite. Nunca ninguém lhe explicou, certamente, o fenómeno da sub-contratação. MFL tinha obrigação de saber que todas as obras públicas (e particularmente as de grande dimensão) são executadas mediante o envolvimento de inúmeros pequenos sub-empreiteiros.
MFL em entrevista: as aldrabices
24 Junho 2009, 22:37 · Tiago Antunes
«Demitir-se ou não é uma decisão pessoal. Não julgo ninguém», diz Manuela Ferreira Leite. No entanto, no Verão passado, um dos seus primeiros actos como líder do PSD foi exigir - por comunicado! - a demissão do Ministro da Administração Interna.
(sobre o TGV): «com Espanha acordou-se apenas fazer os estudos», diz Manuela Ferreira Leite. No entanto, sabe bem que não é assim. E a prová-lo está a Resolução do Conselho de Ministros n.º 83/2004, aprovada por um Governo de que MFL era Ministra de Estado e das Finanças, cujo n.º 2 prevê, não apenas 5 linhas - cinco! - de alta velocidade, como define para cada uma delas um horizonte temporal muito preciso (uma dessas linhas, aliás, era suposto estar concluída este ano, em 2009).
MFL em entrevista: as frases
24 Junho 2009, 22:22 · Tiago Antunes
«Não resolvi o problema das contas públicas»
«Esta crise foi um abalozinho»
«Não sou maluquinha dos comboios»
Os 28
23 Junho 2009, 17:57 · André Salgado
Climate Change fantasies
22 Junho 2009, 15:59 · Tiago Antunes
(…) The point is that we need to be clear about who are the realists and who are the fantasists here. The realists are actually the climate activists, who understand that if you give people in a market economy the right incentives they will make big changes in their energy use and environmental impact. The fantasists are the burn-baby-burn crowd who hate the idea of using government for good, and therefore insist that doing the right thing is economically impossible.
Paul Krugman, aqui.
Uma vergonha que pode custar muito ao país
20 Junho 2009, 11:41 · Hugo Costa
Intromissão grave do PCP na Autoeuropa.
A ser verdade, o PCP acabou de dar uma grande facada na economia portuguesa. O PCP lança pessoas para o desemprego.
É esta a esquerda ortodoxa que temos?
Sinais verdes
19 Junho 2009, 18:55 · Miguel Cabrita

Irão-Coreia do Sul numa obscura - mas global - Taça das Confederações. O resultado pouco importou.
Colocar questões incómodas, saber ouvir as respostas
19 Junho 2009, 18:49 · Miguel Cabrita
A entrevista que Ana Lourenço fez a José Sócrates tem suscitado comentários curiosos, porque teria sido demasiado cordial. Aparentemente, há quem prefira o estilo Moura Guedes, em que os convidados são tratados discricionariamente conforme a aprovação ou simpatia que suscitam ou não à “jornalista”; e ou se submetem a uma abordagem tantas vezes inaceitável ou a “interacção” descamba num ápice para um combate de boxe em que o animal mais feroz e que acirra os ânimos é sempre o “entrevistador”.
Não é difícil perceber as razões dessas preferências. Mas é legítimo que nos interroguemos sobre o que se diria se as simpatias e antipatias, evidentes mesmo que não explícitas, de alguns órgãos de comunicação social fossem, em vez destas, outras. E que nos interroguemos também sobre os efeitos que este contexto mediático está a ter na qualidade dos media e da democracia.
Na entrevista a Sócrates que eu vi, a jornalista levantou os temas incómodos que tinha a levantar, interrompeu quando teve que interromper, e até terminou, já sem direito a resposta, com uma biografia do primeiro-ministro que salientava bem mais vários dos pontos do seu percurso que têm suscitado comentários ou interrogações. Mas, pelo meio disto tudo, ouviu as respostas de quem entrevistava. Dir-se-á que se limitou a ser uma boa profissional (além de tratar com educação quem convidou); mas nos tempos que correm, como se vê, isso faz toda a diferença.
P.S. Concordando-se ou não com todos os pontos da análise, vale a pena ler este texto de João Lopes, que não poderá ser acusado de parcialidade.
Uma última e justa homenagem a Carlos Candal
19 Junho 2009, 13:30 · Hugo Costa
Energias Renováveis, um “disparate”…
18 Junho 2009, 20:14 · Tiago Antunes
Está-se mesmo a ver que tem toda a razão.
Afinal de contas, as energias renováveis não ajudam a reduzir a nossa dependência energética do exterior e a pesada factura que suportamos com a importação de combustíveis fósseis.
As energias renováveis não tiram partido de recursos naturais endógenos, de que dispomos com fartura (por oposição ao petróleo e ao gás natural, de que não dispomos – pelo menos por enquanto!) e que, de outra forma, seriam desperdiçados.
As energias renováveis não permitem reduzir as emissões de CO2 e, com isso, evitar os efeitos nefastos das alterações climáticas, bem como evitar que, para cumprir Quioto, tenhamos de gastar balúrdios na aquisição de créditos de emissão de gases com efeito de estufa.
A aposta nas energias renováveis não cria empregos qualificados e know-how tecnológico em áreas de vanguarda, rápido crescimento e grande valor acrescentado.
Enfim, um óbvio erro estratégico. Coisa de gente sem visão!
Um Portugal da Verdade, meu deus…
18 Junho 2009, 19:12 · André Salgado
Depois de fazer gáudio em campanha com o desrespeito político das “candidatas fantasma” Ana Gomes e Elisa Ferreira, que, diga-se, apresentaram-se ao eleitorado dizendo de forma transparente ao que vinham, o dr. Paulo Rangel, o novo prodígio da política portuguesa, apenas uma semana depois de encabeçar a lista do PSD às europeias, já admite deixar o parlamento europeu para fazer parte de um eventual executivo laranja.
Pois é. A vida é como ela é.
O Portugal da Verdade não resiste ao cheiro a poder e tem um prazo de validade muito curto.
5 Pequenas notas sobre a moção de censura de ontem
18 Junho 2009, 18:16 · Hugo Costa
1 – A moção de censura não tinha sentido. Mesmo que tivesse sido aprovada (não sei como) não teria qualquer efeito. Estamos a 3 meses de eleições legislativas, e essas é que são a verdadeira moção de confiança ou censura a qualquer governo;
2 – O CDS apenas procurou aparecer e ter tempo de antena;
3 – O PSD mostrou ser um partido irresponsável. Como o próprio Marcelo Rebelo de Sousa alertou o PSD não pode brincar às moções de censura. O PSD foi o partido que teve a atitude mais irresponsável e incompressível neste debate;
4 – O PSD falava como já tivesse ganho as eleições. Em política é importante saber ganhar e não deixar a arrogância contagiar os discursos;
5 – O CDS teve um bom resultado nas Europeias. Mas falar tanto que estava mandatado pelo resultado que teve para a moção de censura já é duvidoso. O CDS ficou em 5º e não chegou aos 9% de votos. Ou não é verdade?.
PSD: o partido do NÃO
18 Junho 2009, 17:01 · Tiago Antunes
Qual é a solução que Manuela Ferreira Leite - já alcandorada por alguns a proto-Primeira-Ministra - tem para o país?
- Não ao investimento público.
- Não ao aumento do salário mínimo
E porquê?
- Porque o país, nas suas palavras, “não tem dinheiro para nada”.
Em suma: não, não, não e mais não. O PSD e Manuela Ferreira Leite só se afirmam pela negativa. Só nos falam daquilo que não fariam e nunca daquilo que fariam.
Porquê? Porque eles próprios não sabem. São um deserto de ideias. Para além de uns chavões gastos como “não desista” e “nunca baixamos os braços”, não têm a menor ideia do que querem para o país ou do que fariam de diferente.
CDS: o partido bipolar
18 Junho 2009, 16:53 · Tiago Antunes
O CDS diz que tem soluções alternativas para propor e que quer fazer política pela positiva. Mas, no entanto, a primeira atitude que adopta é uma moção de censura, pela negativa.
Isto é, apresenta-se a si próprio como um partido responsável e construtivo; mas rapidamente resvala para a politiquice e para a manobra táctica.
Ora, como o Jerónimo de Sousa gosta de dizer: não bate a gota com a perdigota!
Agora, só aqui entre nós: a verdade, verdadinha é que o CDS é bem mais afoito e hábil a destruir do que a construir.
Assumir a ideologia
18 Junho 2009, 13:34 · Mariana Trigo Pereira
Do pouco que apanhei ontem da entrevista de Sócrates ouvi duas ideias que, em conjunto, me causaram alguma comichão: 1) o PS é diferente do PSD porque acredita que o Estado deve garantir que ninguém fique de fora devendo assumir uma “função social”; 2) O keynesianismo não é ideologia, a história mostrou como foram bem sucedidos os estímulos económicos keynesianos no passado.
A economia não é física nem química. Os modelos económicos são simplificações ousadas da realidade, as relações causais que se estabelecem servem apenas de orientações, falíveis, baseadas em proxies imperfeitas. O objecto de estudo dos economistas é mais volátil e imprevisível do que muitos estudiosos desejariam.
O keynesianismo é ideologia, não é ciência. Os estímulos que funcionaram de uma determinada forma no passado podem produzir efeitos diferentes no presente. Esses mesmos efeitos de dinamização da Economia e do crescimento económico poderiam ter sido alcançados, porventura, com outras políticas de cariz mais ‘neoliberal’ mas com graves repercussões nas desigualdades sociais e na função redistributiva do Estado. Qualquer opção política a este nível tem o seu trade-off.
Não se escolhe o keynesianismo porque se acredita cegamente na relação causal e directa dos efeitos multiplicadores demonstrados por Keynes mas porque se partilha de um conjunto de valores e se acredita num modelo de sociedade mais justo e com mais oportunidades para todos, o que exige um papel específico para o Estado para lá da promoção do crescimento do PIB, que não é encarado como fim em si mesmo.
Não há que temer assumir os valores, as convicções e a ideologia. O centro está morto de conformismo e não mobiliza ninguém para o combate que é hoje necessário.
OCDE desmente Nuno Crato (título tablóide, eu sei)
18 Junho 2009, 2:49 · Hugo Mendes
Já é habitual: em tempo de exames, Nuno Crato é a cara e a voz da Sociedade Portuguesa de Matemática na luta contra o “facilitismo” reinante.
Como é provável que volte a ser entrevistado no decurso das próximas semanas, deixo aqui um pedido sincero a um(a) jornalista que tenha a ocasião de falar com ele: pergunte-lhe como explicar estes dados da OCDE (atenção: o relatório não foi encomendado pelo Governo) que descrevo aqui, e que contrariam o que Nuno Crato diz há anos na TV, nos jornais e em livros. O país interessado nas coisas da educação agradecia (e o “jornalismo de investigação” - é verdade, os dados estão perdidos no meio de um relatório de 300 páginas, é preciso procurá-los com um pouco de paciência - podia deixar de significar apenas “descobrir os podres dos políticos”).
É que se a crítica ao “facilitismo” nos exames tiver tanta consistencia empírica como a crítica ao “eduquês” (a quem Nuno Crato atribui quase todos os males do nosso sistema educativo), então…Talvez tenhamos que esperar, um dia, por um estudo da OCDE para (ajudar a) resolver a questão. Até lá, o mesmo discurso estereotipado terá o mesmo monopólio de sempre na imprensa (e a mesma condescendência jornalística também: a “agressividade” e o “jornalismo de investigação” só servem, todos sabemos, para encostar os ministros e políticos à parede - nunca os seus críticos, que têm carta branca para dizer o que lhe apetece sem que o que é dito tenha de ser justificado ou validado).
Agora, fazer “exercícios” como o Expresso fez no sábado passado de “comparação de exames” - mas afinal não se “comparam exames”, o que se “compara” são problemas a vulso, escolhidos provavelmente entre milhares de exemplos possíveis - é brincar com coisas sérias.
Negócios da Semana
17 Junho 2009, 23:21 · Tiago Antunes
Está a dar, na SIC-N, o programa “Negócios da Semana”, moderado por José Gomes Ferreira.
O tema de negócios escolhido para esta semana é… a análise da entrevista dada hoje pelo Primeiro-Ministro à SIC.
E os convidados, quem são? Nogueira Leite, economista (para além de ser do PSD, mas isso não interessa nada, claro), Vítor Santos, economista, e… Paulo Rangel, esse reputado economista e conhecido homem de negócios!
E a ERC, onde é que está nestas ocasiões?
Coisinhas frescas no verão
17 Junho 2009, 18:49 · André Salgado
Uma pessoa interroga-se, em horror: o Ruanda…? o Kosovo…? o Darfur…? Treblinka…?
Nada disso, é o mundo de Rui Crull Tabosa.
A pré-temporada
17 Junho 2009, 18:21 · André Salgado
Agora que ficou concluído o processo de contagem dos últimos votos das europeias do passado dia 7, uns breves apontamentos, com a distância do momento e começando, em merecida homenagem, pelo último dos eleitos.
O Bloco exportou para a europa um casal, o Miguel e a Marisa, e um reconhecido cronista para ir registando a experiência. Esta célula revolucionária pode fazer mais pela disseminação do combate que a IV Internacional.
O venturoso caminho para a revolução estalinista reclama-se consolidado, mas começa a olhar de baixo para o crescimento trotskista. O que é fonte de preocupação. Tornará mais difícil a mira da picareta, quando chegar o momento.
Emoção e lágrimas correram livres no Caldas. E não é para menos. A quinta força política representada já não é a última, relegando esse posto para as sondagens. Que são, literalmente, o abono da família centrista. A cada sinal de perigo, acorre em pânico às urnas temendo a sua extinção.
O estado laranja já escolhe o mobiliário para os gabinetes governamentais, mesmo tendo vencido as europeias com uns gordos 31,7%. Assim o permita o duro regresso à realidade, relembrando que a proposta para o país é o reaparecimento da dra. Manuela. Rangel obteve uma vitória pessoal e o exílio europeu da next big thing social-democrata. A rábula da acusação ao primeiro-ministro de fuga aos debates quinzenais, quando o grupo parlamentar por si chefiado assim acordou o calendário, os ziguezagues no imposto europeu e o malabarismo oportunista sobre o veto de belém à lei do financiamento partidário, assumindo agora a identificação com as críticas ao que defendera com acérrima convicção, mostram que as circunstâncias políticas não premeiam necessariamente a seriedade ou a demagogia. Mas sabem reconhecer uma carreira de largo futuro.
Sócrates teve apenas uma boa notícia na noite europeia. Poucos foram votar e a maioria dos que se deram ao trabalho, utilizando um previsível voto de protesto em tempos de crise e recessão económica, não o fizeram de modo a transferir para o PSD uma mais valia consolidada. Finda a festa, vale o que tem valido nas projecções dos últimos cinco anos.
I sento (2)
17 Junho 2009, 17:35 · Mariana Trigo Pereira
«TGV fica na gaveta: governo a navegar à vista»
«José Sócrates quer maioria absoluta para governar o país sozinho»







