Não havendo programa, temos o resultado da consulta telefónica
31 Julho 2009, 17:55 · André Salgado
Programa e política(s)
30 Julho 2009, 13:29 · Miguel Cabrita
Ter a ambição de governar implica ter um programa completo e transparente e sujeitá-lo, atempadamente, à apreciação dos cidadãos. Além de uma obrigação democrática, é uma pré-condição para, como agora alguns se lembraram de inventar, ”fazer política com as pessoas”. De outro modo, far-se-ão muitas coisas com as pessoas, mas dificilmente “política”.
O PS apresentou ontem o programa com que se apresenta às legislativas: no tempo certo, a dois meses das eleições, com opções claras e propostas escrutináveis. Outros apresentarão as suas ideias quando julgarem conveniente ou quando estiverem preparados para isso. E nessa altura poderemos comparar.
Enquanto isso não é possível (durante quanto mais tempo?), pode ler o programa do PS na íntegra aqui.
Debate
29 Julho 2009, 18:17 · Hugo Costa
Ontem duas visões sobre Lisboa estiveram em debate na SIC. O passado de quem quer é ser Presidente ou líder de algo e o futuro que tem como objectivo recolocar Lisboa no lugar que merece.
Ainda existem dúvidas em apoiar António Costa?
Oposição em branco
29 Julho 2009, 13:07 · Tiago Barbosa Ribeiro
O PS apresenta hoje o Programa de Governo. A oposição vai passar o dia a criticar as propostas de um programa que ainda não foi apresentado, enquanto ainda não foi capaz de apresentar o seu próprio programa.
O País Relativo recomenda
28 Julho 2009, 20:54 · André Salgado
Governos do PSD = Mais gastos públicos
28 Julho 2009, 12:32 · Hugo Costa
Ricardo Reis, Professor na Universidade de Columbia (E.U.A.) hoje com uma grande análise sobre a política macroeconómica a nível de consumo público no jornal i entre 1985 e 2008.
Apenas duas citações:
“Sendo o PSD o partido à direita, esperaríamos que o crescimento do Estado fosse mais moderado quando está no poder. Mas os dados revelam uma realidade surpreendente. Quando o PSD está no poder, o mostro cresce em média 0,35% por ano, enquanto quando é o PS no poder a despesa cresce apenas 0,25% por ano.”
“Olhando para os quatro governos individualmente, o maior aumento na despesa veio durante os governos de Durão Barroso e Santana Lopes: 0,48% por ano. Segue-se-lhe o governo de Cavaco Silva com 0,32%, António Guterres com 0,31% e por fim José Sócrates com um aumento de 0,14%”
Nós e o inferno dos outros
27 Julho 2009, 18:33 · Mariana Vieira da Silva
Francisco Louçã já vai na terceira ou quarta declaração sobre o caso Joana Amaral Dias. O convite é desmentido e logo salta Louçã dizendo que é esclarecedor não ter sido Sócrates a desmentir; quando perguntam a Sócrates e este desmente, salta Louçã estranhando que Sócrates venha desmentir o que já estava desmentido. E assim anda Louçã, fingindo que fala de um convite que não existiu e utilizando verbos que ninguém que gosta de política devia utilizar com leveza, especialmente quando fala sobre convites para listas de deputados (os que existiram e os que não existiram).
Esta postura é paradigmática e é um bom corolário para as recentes entrevistas. Para Louçã, todos os convites são tráfico de interesses, todos os acordos são negócios (dito com o tom de voz que conhecemos), todas as coligações são traições. Todas? Todas, não. As do Bloco são puras e sãs. Quando um partido convida para as suas listas um independente está a traficar, o BE está a abrir-se à sociedade; quando um partido procura estar próximo dos movimentos sociais está a fingir, o BE está a cumprir-se; se um partido vota maioritariamente no seu lider é falta de democracia interna, no BE é a unidade em torno de um projecto. Eis a política, segundo Louçã: ou fui eu que fiz, ou não é sério.
Que este discurso sobre coligações e independentes seja feito por um líder de um partido com a história do Bloco de Esquerda é só irónico.
(em stereo, http://simplex.blogs.sapo.pt/28983.html)
Chão da Lagoa
27 Julho 2009, 12:31 · Hugo Costa
Alberto João Jardim continua no seu melhor. Com uma linguagem ultrapassada e populista ataca tudo e todos no “Chão da Lagoa”. E o que faz o PSD Nacional? Nada! Afinal os 6 deputados do círculo da Madeira fazem esquecer os princípios do PSD nacional.
É esta a verdade de Ferreira Leite?
Divulga-se: Pais em Rede
24 Julho 2009, 12:34 · Mariana Trigo Pereira
A integração das “famílias especiais” na sociedade portuguesa é problemática.
PAIS-EM-REDE pretende especializar-se nesta área, reunindo famílias e cidadãos solidários, de todas as regiões do país, com o objectivo de definir a complexa rede de carências e de abrir caminhos para as resolver.
PAIS-EM-REDE é um movimento cívico, a nível nacional, sem fins lucrativos, que apoia “famílias especiais” com o objectivo de promover a qualidade de vida e a realização de projectos pessoais e profissionais.
PAIS-EM-REDE pretende ser a voz activa, que actua de forma dinâmica e transversal, em colaboração com as estruturas existentes.
PAIS-EM-REDE visa estar presente em áreas como a saúde, a educação, a formação e integração sócio-profissional de modo a assegurar a realização pessoal.
Já com página na internet, para consultar aqui.
Regionalização
23 Julho 2009, 13:47 · Tiago Barbosa Ribeiro
O PS deixou no Parlamento um compromisso claro com a regionalização na próxima legislatura. O PSD, como habitualmente, não se comprometeu com coisa nenhuma.
Orçamento Participativo em Lisboa
22 Julho 2009, 17:39 · Hugo Costa
Não sou eleitor em Lisboa. Sou eleitor e autarca no concelho de Tomar. Contudo, estudei e trabalho em Lisboa.
Muitas vezes em Tomar ouço da parte do executivo a impossibilidade da realização do Orçamento Participativo, mas em Lisboa tudo tem sido diferente. Quando uns têm medo de ouvir, outros querem escutar a população. António Costa sem medos pegou no assunto de caras e colocou cerca de 5 milhões de euros para a participação dos munícipes nas decisões da gestão pública. Uns enumeram as dificuldades de o fazer em 16 freguesias (Tomar), outros fazem com 53 (Lisboa). Sem medos e com uma direcção definida.
Foram realizadas sessões por todo o concelho para apresentar projectos. No fim uma votação democrática na internet. Desta forma os mais de 500 mil habitantes de Lisboa tiveram oportunidade de mostrar as suas prioridades.
Em Tomar argumenta-se que 43 mil eleitores são muita gente. Mas na capital do país a sensibilidade democrática e o conceito de ouvir os eleitores é mais forte. O orçamento participativo é um conceito amplo, onde todos têm condições de ouvir e ser ouvidos, existindo inúmeros exemplos pelo país e pelo mundo, nomeadamente com a cidade brasileira de Porto Alegre, caso pioneiro e mais citado internacionalmente que ajudou a trazer o PT brasileiro para os ouvidos do mundo. Em Portugal o exemplo mais estudado tem sido o de S. Brás de Alportel e agora o da capital.
A participação de todos é uma necessidade das democracias modernas. Compete aos executivos locais a capacidade de aproximar eleitores e eleitos. Por tudo isto e pelos resultados do primeiro ano demonstramos que António Costa aproximou eleitores de eleitos. Será que os vamos querer afastar novamente?
Palma Inácio
21 Julho 2009, 11:55 · Tiago Barbosa Ribeiro
Vale a pena ler este notável texto de Mário Soares sobre Palma Inácio. Sobre o seu amigo Palma Inácio. A história por quem a fez e com quem a viveu.
O significado do BPN
20 Julho 2009, 18:59 · André Salgado
e também do tratamento de pinças por muita comunicação social.
Fará bem Manuela Ferreira Leite em fugir como o diabo da cruz à mais ténue associação da credibilidade do PSD ao escândalo do BPN, evitando-o como se este não existisse. Afinal e elementar, será um caso de polícia e de justiça. Muito embora, da memória, tenha começado por ser um projecto de alta finança, assente, sem rodeios, na patine de uma elite política, a prova de sucesso e seriedade dos melhores de uma geração. O problema, e a enorme armadilha, é Ferreira Leite, conforme vai correndo o marfim, arriscar-se a ir trocando o nós não temos nada a ver com isso pelo eco na sala cada vez mais vazia do eu não tenho nada a ver com isso. Como Belém bem o sabe, ciente do tiro no porta-aviões de um legado, assentindo com pesado silêncio.
Isto vai ser assim (II)
20 Julho 2009, 17:38 · André Salgado
SIMplex
20 Julho 2009, 10:57 · O País Relativo

SIMplex, um novo blogue colectivo de apoio ao Partido Socialista nas eleições legislativas. Excerto do manifesto:
«São várias as razões deste voto. Defendemos acima de tudo a liberdade, e esta mede-se pela capacidade de garantir progresso social e económico; a diversidade de opções e escolhas; o reconhecimento e os direitos das minorias. Assim, grande parte dos colaboradores do SIMplex apoia a interrupção voluntária da gravidez; a pluralidade cultural de todas as regiões do país; a plena igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo; a laicidade do estado e a liberdade religiosa; bem como, naturalmente, a real igualdade de género.
Somos ainda pela inovação, pelo conhecimento, pela capacidade inventiva e criadora, pela sustentabilidade energética, pela ecologia. Somos por um país que mede o seu valor pelo que faz agora pelos seus cidadãos e pelas suas cidadãs, nascidos ou não aqui, falantes ou não de português. Recusamos os mitos do passado, o medo, o atavismo e a violência simbólica das nostalgias salazarentas. Com igual vigor recusamos as utopias revolucionárias. Somos pela dignificação do sistema político, trazendo para ele novas caras, gente desinteressada, apostada [no] bem-público, exigindo accountability. Não somos pelo corte definitivo entre a cidadania e a representação democrática. Repudiamos com veemência as alternativas caudilhistas, presidencialistas ou que se deixem seduzir por suspensões da democracia.»
E se o ar condicionado não estiver em condições, ligo à Manela. Ah pois ligo!
10 Julho 2009, 16:49 · Tiago Antunes
A minha entidade patronal mudou de instalações, no interior do mesmo concelho.
Eu é que não fiquei nada satisfeito com esta mudança: antes trabalhava no coração do Chiado, num edifício histórico; agora desterraram-me para um edifício de escritórios todo modernaço, vidro e aço, na ponta da Expo.
E ainda por cima atribuiram-me um gabinete no rés-do-chão onde, não só não tenho vista de rio, como não tenho privacidade para tirar macacos do nariz.
Bolas, e agora o que é que eu faço? Apelar à minha entidade patronal para me mudar de gabinete? Não, já sei, o melhor é fazer queixinhas ao Correio da Manhã!
Espera: mas eu estou vinculado por um dever de reserva… Ãa, não faz mal, é tudo off the record. Até podem vir tirar umas fotografias pela janela que eu finjo que nem reparo. E desta vez nem sequer é grave, já que não está em causa qualquer violação do segredo de justiça. É isso mesmo. Nota mental: ligar ao meu amigo Dâmaso.
À atenção dos analistas da esquizofrenia política
10 Julho 2009, 16:40 · Hugo Mendes
Os que no passado acusavam os que aderiam às Novas Oportunidades de excessivo instrumentalismo (e o Governo de o promover) - “em Portugal todos querem ser doutores, é só pelo canudo” - em detrimento da busca dos mais altos e emancipatórios valores do “conhecimento pelo conhecimento” são capazes de ser os mesmos que aparecem hoje a dizer que, afinal, aquilo não serve para nada - “nem sequer para arranjar um emprego” - e que isso da auto-valorização pela formação é para os sissies. Decidam-se.
Rasgar a escola para todos
10 Julho 2009, 14:38 · João Jesus Caetano
O gráfico em baixo mostra a taxa de escolarização dos jovens com idades entre os 15 e os 17 anos, de 1961 a 2006.
Entre 1995 e hoje, essa taxa tem-se situado ligeiramente acima dos 80%, oscilando aqui e ali sem grande significado. Ou seja, nos últimos 15 anos, quase 20% dos jovens com idades entre os 15 e os 17 anos não frequentaram nenhum estabelecimento de ensino.
Hoje, na Assembleia da República, ao não ter votado favoravelmente a proposta do Partido Socialista que prevê o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano, o PSD de Manuela Ferreira Leite mostrou que vive em paz com esta realidade.
[Taxa de escolariação mede o número de estudantes que frequentam estabelecimentos de ensino, independentemente do nível em que se encontram, relativamente à população total com a mesma idade - fonte: GEPE]
Preparem-se, que isto vai ser assim
9 Julho 2009, 19:20 · André Salgado
É o facilitismo, claro
7 Julho 2009, 17:40 · Tiago Barbosa Ribeiro
Nuno Crato, a TVI e alguma direita catatónica, sobretudo nos blogues, quiseram fazer crer ao indigenato que os socialistas promoviam o facilitismo nos exames escolares. Se isso já era irónico quando pensamos em quem se opôs às reformas promovidas pelo PS para uma maior exigência na educação, mais se torna quando sabemos agora que duplicou a taxa de reprovações a Matemática nos exames do 12º ano. Enfim. A realidade está a fazer oposição à direita, o que não deixa de ser incómodo para as crenças colectivas de algumas pessoas.
Lisboa do desgoverno ao governo
4 Julho 2009, 13:33 · Hugo Costa
Na passada quarta-feira sentimos o cheiro do Santanismo. Voltámos a ouvir falar de túneis, de Frank Gehry e de um plano para voltar a colocar Lisboa no seio do desgoverno.
No dia seguinte tudo foi diferente. Ouvi o actual Presidente do Município (António Costa) explicar às redes sociais o que tinha feito nestes últimos dois anos e o seu projecto de futuro. Destaco para já arrumar a casa…que outros desarrumaram. Voltarei ao assunto…
Tragicomédia numa noite de verão
3 Julho 2009, 19:13 · André Salgado
Dois pesos e duas medidas
3 Julho 2009, 18:57 · Tiago Antunes
Pedro Correia apelida-me de primo ballerino e acusa-me de ter usado doces eufemismos a propósito dos corninhos de Manuel Pinho.
Ora, quanto à primeira parte, confesso que não percebo nada de ballet, mas julgo que se trate de um elogio; quanto à segunda parte, confesso que não percebo nada de touradas nem de encornanços, mas se o objectivo é pôr-me a dizer que a atitude de Manuel Pinho foi feia, deselegante, condenável, desadequada ou imprópria (particularmente em atenção à instituição em que se encontrava) e, portanto, merecedora de censura, não tenho problema nenhum em dizê-lo: efectivamente foi.
Como também o foi, by the way, esta atitude; ou este incidente, relativamente ao qual não vi tamanha indignação na blogosfera, particularmente numa certa blogosfera. Incidente esse, já agora, que Paulo Rangel considerou sanado com um mero pedido de desculpas (que nem sequer abrangeu o visado pelo impropério), sem exigir que fossem retiradas as devidas consequências… Enfim, dois pesos e duas medidas. E depois sou eu que sou eufemístico!
Pinho, o «seguro de vida» de Rangel
2 Julho 2009, 23:59 · Tiago Antunes
Já aqui tinha salientado como, durante a campanha para as Europeias, uma intervenção menos feliz do ministro Manuel Pinho acabou por beneficiar objectivamente Paulo Rangel, permitindo-lhe disfarçar um erro grave, distrair as atenções e, assim, esconder a sua impreparação política.
A história repetiu-se hoje. Um gesto imponderado de Manuel Pinho acabou por abafar a péssima prestação de Paulo Rangel no debate sobre o Estado da Nação, particularmente a birra com Jaime Gama e o início hiper-narcisista do seu discurso.
Paulo Rangel deve estar tristíssimo: a partir de hoje, perdeu o seu «seguro de vida»…
www.voltaraopassado.com a política de verdade
2 Julho 2009, 21:04 · André Salgado
Do insólito na arena política
2 Julho 2009, 21:03 · André Salgado
Sócrates esteve à altura. Fez o que devia ser feito. A oposição, procurando espremer dividendos políticos de um gesto pessoal muito infeliz, portou-se como um grupo de forcados que foi para a tasca contar façanhas depois de se ter baldado à arena.
A contradição por detrás do «abalozinho»
2 Julho 2009, 12:57 · Tiago Antunes
Falar de «abalozinho» a propósito da crise mundial que estamos a viver é, por si só, uma contradição. Uma contradição com a realidade. Com a política de verdade que a dra. Manuela Ferreira Leite afirma prosseguir.
Mas, ao reler aqui esse trecho da entrevista, recordei-me de algo que já na altura me tinha chamado a atenção: a contradição por detrás do «abalozinho». É que, confrontada pela Ana Lourenço com a infeliz expressão que tinha acabado de usar, Manuela Ferreira Leite mete os pés pelas mãos e acaba por contradizer o argumento que tinha acabado de sustentar. Senão, vejamos.
Manuela Ferreira Leite estava a defender a ideia de que a consolidação orçamental operada pelo actual Governo era meramente aparente e não sustentada. Tanto que, segundo a própria, «veio um abalozinho de terra e desmoronou-se». Mas, quando questionada se era mesmo de um «abalozinho» que se tratava, Manuela Ferreira Leite - visivelmente atrapalhada - responde: «é um abalozinho relativamente àquilo que poderia ter sido caso não estivessem as contas feitas… construídas doutra forma…». Isto é, se as contas públicas não tivessem sido postas na ordem e não estivessem consolidadas, teria sido um abanão. Mas, como as contas públicas entretanto estavam controladas, foi apenas um «abalozinho».
Em suma, fugiu-lhe a boca para a verdade (esta sim, a verdade). Pretendendo criticar o Governo por uma meramente cosmética consolidação orçamental, Manuela Ferreira Leite acaba por confessar que se não fosse a consolidação orçamental operada por este Governo (consolidação que ela própria reconheceu, nesta mesma entrevista, não ter conseguido fazer enquanto Ministra das Finanças) é que teriam sido elas…
Portanto, se de um mero «abalozinho» se tratou, temos de o agradecer ao bom trabalho deste Governo. Não é, dra. Manela?
Retratos do Verão
1 Julho 2009, 17:55 · André Salgado














