Prémio piquena empresa 2008

30 Dezembro 2008, 18:13 · André Salgado

Augusto Morais, presidente da Associação Nacional das Pequenas e Média Empresas.

Depois de recomendar aos seus associados que despedissem mais de 40 mil empregados, caso o governo actualizasse o salário mínimo de 426 para uns estratosféricos 450 euros, vem agora dizer que se as empresas forem chamadas a cumprir as suas obrigações fiscais pode haver um milhão de desempregados.

Assim, o senhor doutor coloca-se numa fasquia tal que não facilita nada a próxima maravilhosa pérola.

Uma sugestão: se as empresas forem obrigadas a pagar um ordenado aos empregados todos os meses, o Augusto imola-se na Praça do Comércio.

O baile

17 Dezembro 2008, 20:27 · André Salgado

- Não venhas tarde.

O clandestino de Braga

17 Dezembro 2008, 20:25 · André Salgado

A festa pode não ser bonita, pá

15 Dezembro 2008, 20:29 · André Salgado

A questão, Filipe, é que não estou certo de quem nesta história será a raposa ou o corvo, ou se não acabam por se descobrir iguais. Alegre será para Louçã muito mais um trunfo possível e necessário do que um trunfo desejável. A nomenklatura bloquista não lida bem com ofertas públicas de aquisição que não possa controlar - those nasty old habits… - e Alegre tem um ego que não cabe na Aula Magna, maior que a grelha mental de Louçã, maior mesmo que os olhos da Joana Amaral Dias.

Louçã saberá que Alegre é o melhor que tem ao alcance da mão para desgastar o maior inimigo do seu crescimento da esquerda, mas é também visível um certo desconforto com o que poderá resultar da empresa – pressente-se o formigueiro da consequência irreversível quando o Poeta brinca com a ideia de levar a oratória a votos ou criar novas geografias partidárias. Quem quer apresentar um troféu de caça pode arriscar a pele apresentando à família um caçador solitário. Ah, houvesse umas presidenciais antes das legislativas…

Está alguém em casa?

11 Dezembro 2008, 17:14 · André Salgado

O líder parlamentar do PSD anunciou, como forma de reparar moralmente a falha nas votações da passada sexta-feira, que o grupo parlamentar social-democrata vai apresentar um projecto de lei no sentido de suspender o actual modelo de avaliação dos professores. Resta saber, para que o mea culpa seja consequente, se serão os 30 deputados faltosos a assumir a obrigação de elaborar o diploma.

E mais adiantou Paulo Rangel: que o diploma propõe a suspensão do modelo em vigor, um modelo transitório, qualquer que ele seja (sic), e um novo modelo para 2009/2010. Que modelo, não se sabe. O que não difere muito de propor a suspensão do chuvisco e um momento transitório assim-assim, a ver se vem aí sol.

Pena foi que só 30 deputados tenham faltado à votação. Tivessem sido, vamos supor, entre 40 a 50 e talvez a reposição moral obrigasse o grupo parlamentar do PSD a exigir de si próprio a proposta de um modelo de avaliação de sua lavra.

Ao que tudo parece indicar, o país, tendo sorte, poderá ir conhecendo a densidade do pensamento programático do PSD para esta e outras matérias, na medida em que o seu grupo parlamentar vá falhando votações.

O Plano

11 Dezembro 2008, 16:33 · André Salgado

O laureado cineasta Manoel de Oliveira celebra hoje o dia do seu centésimo aniversário. Domingo ao final da tarde, a um suave assentimento de Leonor Silveira, serão sopradas as velas.

Vejam isto pelo lado positivo

9 Dezembro 2008, 18:04 · André Salgado

O actual grupo parlamentar do PPD/PSD foi burilado por Santana Lopes. A presente direcção de Ferreira Leite ansiará por repor a ordem das coisas, limpando a confusão. Trinta começaram já a fazer-lhe a vontade. Com uma benesse que não é de desconsiderar: espaço ganho é melhor acústica para a solidão de Paulo Rangel.

Obrigado

3 Dezembro 2008, 19:43 · André Salgado

É do Benfica, sim, e a quem não o é, não se explica. Mas é mais que isso, é do que tantas vezes nos esquecemos e é do ensinar a gostar na noite fria.

Estávamos gelados, naquele sector 23, lembras-te? Ainda assim, lá fui batendo palmas, que é a único som não desafinado que consigo fazer. Se me tivesses conseguido ouvir, terias percebido como isto é verdade, e eu escusaria a explicação. Não ouviste, fica dada a explicação. Na primeira parte, o nosso Benfica foi fraquito, Miguel, mas suponho que não devas ter passado muito tempo sentado, porque a primeira vez que te vi estavas de pé, a tapar elegantemente a vista a quem estava atrás de ti, e a tua mãe (era a tua mãe?) puxava-te vigorosamente para baixo, para te sentares.

Visão e intelligentsia

3 Dezembro 2008, 19:10 · André Salgado

Ter uma visão estratégica para Lisboa, essa cidade portuária, a maldita.

Tenho pena

2 Dezembro 2008, 17:20 · André Salgado

em não ter acompanhado o I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII Congresso do PCP com a intensidade que este teria merecido. Do pouco que pude perceber, para além da participação especial de uma emotiva actriz do teatro de revista, de ainda haver esperança para a União Soviética e da troca de galhardetes com o Bloco e o Poeta sobre quem irá organizar a próxima festa/comício mais de esquerda, ficaram duas ideias fundamentais:

1. A vida está difícil para todos. O PCP vai implementar dentro de casa uma brutal ofensiva de direita, promovendo o despedimento de alguns camaradas que não estejam directamente envolvidos na acção política, o que destrói o mito de não haver camaradas excedentários.

2. A maturidade democrática. Levou mais de três décadas, é certo, mas é salutar que o partido tenha reunido no Campo Pequeno e todos tenham regressado a salvo a suas casas.

Era afinal tão fácil de explicar

28 Novembro 2008, 16:43 · André Salgado

o modelo que a FENPROF propõe para a avaliação de desempenho dos professores.

O bairro do amor

26 Novembro 2008, 19:05 · André Salgado

Alargar o terminal de contentores, sim, mas com uma contrapartida. Construir uma ciclovia espaçosa, ao nível do contentor mais elevado, com cervejarias que nunca fechavam ao longo do percurso. O melhor de dois mundos. Por um lado, mariscava-se, por outro, pedalava-se e o rio e os barcos. Nos contentores desocupados viviam o Baptista Bastos e outros. Escrevendo, rindo, combatendo e trocando proezas com os estivadores.

Mais tarde, abandonada a fantasia do novo aeroporto, canalizava-se o dinheiro para um grande dispositivo hidráulico que elevaria a cidade ao nível da ciclovia.

No espaço subterrâneo ganho, instalavam-se, não os agora desnecessários parques de estacionamento, mas esplêndidas garagens para os transportes públicos e fábricas de bicicletas. Embora estas também pudessem chegar nos contentores. Pensem nisto.

A confiança

25 Novembro 2008, 19:24 · André Salgado

O dr. Dias Loureiro conversou com o Presidente da República, garantindo-lhe não ter feito nada de mal e não existirem razões para renunciar a conselheiro de Estado, no que o Presidente assentiu, não vendo razões para duvidar da sua palavra. O dr. Oliveira e Costa conversou com o dr. Dias Loureiro, garantindo-lhe que não se passava nada de mal, no que este não viu razões para duvidar da sua palavra. Se isto der para o torto, saberemos que a culpa é do regulador.

O fim de um mito

20 Novembro 2008, 22:53 · André Salgado

Os No Name Boys já não são os No Name Boys.

O primeiro chama-se José Oliveira e Costa.

Novo estilo de Ferreira Leite com seguidores inesperados

20 Novembro 2008, 17:31 · André Salgado

Ver o governo indignado por Manuela Ferreira Leite defender a brincar o que ele faz a sério

Para evitar mais equívocos, Ferreira Leite vai adoptar um registo de comunicação mais adequado ao seu estilo

19 Novembro 2008, 19:17 · André Salgado

O palco e os artistas

19 Novembro 2008, 16:01 · André Salgado

É sempre trágico, quando se ensaia uma ironia ou conta uma piada, não se fazer compreender que era uma piada e ainda culpar o público. Ao menos o eng. Carlos Borrego quando saiu, saiu em ombros.

Façamos-lhe essa justiça

19 Novembro 2008, 13:50 · André Salgado

Ontem, ouvimos as primeiras palavras da dra. Ferreira Leite sobre a Madeira.

do anedotário do dr. Luís Marques Got it?

19 Novembro 2008, 13:35 · André Salgado

O telefone toca em casa do dr. Rangel.

- Estou?

- Paulo? Estás bom? Olha lá, já começaste a escrever o discurso do 25 de Abril?

- Já, já, umas folhas… mas ando pr’aqui às voltas a tentar arranjar uns trocadilhos ou uns sinónimos p’rá claustrofobia democrática.

- Eh pá, esquece lá isso. Este ano vamos falar d’outra coisa.

“Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite”

18 Novembro 2008, 19:10 · André Salgado

“Penso que não há qualquer atraso (na atribuição de verbas comunitárias a Portugal)”, afirmou em Bruxelas o porta-voz para a Política Regional, Dennis Abbott, explicando que o processo de avaliação de conformidade da CE ainda não está finalizado no caso português, o que não é diferente da maioria dos Estados-membros. Bruxelas veio, assim, desmentir a dra. Ferreira Leite, que acusara o governo português de “oportunismo e ineficácia”, protelando a entrada de fundos comunitários “provavelmente por interesses partidários e provavelmente para concentrá-los mais perto das eleições”.

Quando se poderia pensar tratar-se apenas de mais uma gaffe da dra. Ferreira Leite, em maré de azar no encontro das suas declarações públicas com a realidade, deparamo-nos com a perplexidade total, a propósito da (im)possibilidade de introdução de reformas no país:

“E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”

Depois de caixas de Lexotans, o dr. Paulo Rangel já deve estar nos cuidados intensivos.

Quem quer dialogar ou como simplificar a luta pelo poder

18 Novembro 2008, 18:22 · André Salgado

O problema do modelo de avaliação dos professores era a sua excessiva carga burocrática, diziam, e que era preciso simplificar. Hoje, Mário Nogueira explicou na Assembleia da República o que está realmente em jogo. Não chega a disponibilidade da Ministra da Educação para dialogar: “abertura para dialogar não é a senhora ministra dizer eu estou disponível para simplificar“, acrescentando que “corremos o risco de daqui a 10 anos ainda andarmos a aprovar simplificações”. O que o líder da FENPROF se esqueceu de dizer é que corremos o risco de acrescentar mais um ano às mais de três décadas de ensino público em democracia sem um modelo de avaliação dos professores. E concluiu, lapidar: “suspende-se e ponto final”.

Tomem nota, este é o trunfo de uma vida para o mestrado de Mário Nogueira rumo ao topo da hierarquia da CGTP.

A Educação virá a seguir.

Soviete, meu amor

18 Novembro 2008, 16:58 · André Salgado

Façamos uma adivinha. Tem, desde a sua formatação, os mesmos inimigos de sempre - a sociedade em geral - e as mesmas posições de sempre - na economia em particular. Para que a esquerda portuguesa pudesse ter futuro, e sendo o maior inimigo desse futuro, era necessário sujeitar-se a uma reconfiguração.

A quem lhe ocorrer Partido Comunista Português, acertou um tiro na água. O camarada Carlos Vidal, que nos vai avisando não ter particular simpatia pelo regime democrático parlamentar, explica-nos que se trata do Partido Socialista, a quem, desde Soares, a esquerda deve o horror de não ter tido passado significativo nem qualquer hipótese de futuro.

O camarada Carlos Vidal chega tarde ao combate. Pensa com trinta e três anos de atraso. Pensa no 1º de Maio e pensa na Fonte Luminosa. Pensa - e como o compreendemos - que precisa de pedir licença à democracia para pensar. Pensa, camarada Vidal.

O Tomás Vasques explica-o, aqui, em linguagem acessível a criancinhas. As que foram e as que não foram comidas ao pequeno-almoço da história.

Ferreira Leite ainda pode governar o país

13 Novembro 2008, 21:21 · André Salgado

“Se eu já as tivesse (as propostas para o país), garanto que não as anunciava. Sabe porquê? Porque até às eleições elas eram todas adoptadas por este governo socialista” - disse ontem, em Fátima.

É uma ideia brilhante. Não será fácil pôr a coisa em prática, com apenas oito ou nove meses até às eleições, e, é certo, exigiria um esforço suplementar ao governo. Mas ainda se vai a tempo. Comece desde já a dra. Ferreira Leite a debitar, a todo o vapor, o seu programa para o país.

A título de exemplo, a educação. Questionava a dra. Ferreira Leite - também ontem, em Fátima: “Não há outro modelo qualquer de avaliação? Existem outros modelos. Podem ser piores, mas existem outros modelos. Então vamos experimentar outro, se este não serve”.

Com um pouco de boa vontade, em oito ou nove meses ainda se podem experimentar uma meia dúzia de modelos. Mesmo que possam ser piores.

Tudo isto aconteceu ontem em Fátima. Que se prepare o país.

Mais claustrofobia democrática?

13 Novembro 2008, 19:38 · André Salgado

“Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite”

                Manuela Ferreira Leite, ontem, em Fátima

O dr. Paulo Rangel deve estar a Lexotans.

A audição

13 Novembro 2008, 3:29 · André Salgado

Um dado curioso do ajuste de contas da audição sobre o défice a situaçao do BPN transmitida ao Banco de Portugal e ao governo pelo relatório de 2003 da Deloitte: é desagradável que o dr. Constâncio seja o único administrador do BPN de quem se pede a cabeça.

A claustrofobia amordaçada

11 Novembro 2008, 21:05 · André Salgado

Tão ou mais intrigante que a discrição do Presidente da República sobre a brisa democrática que tem percorrido o Parlamento madeirense, explicando-nos que o país tem coisas mais importantes com que se preocupar, como os Açores a economia e o desemprego, é terem amordaçado a claustrofobia democrática ao dr. Paulo Rangel. A guardar-se para a sessão solene do 25 de Novembro, que Abril já vai e ainda vem longe?

Inquérito à Avaliação dos Professores

11 Novembro 2008, 17:53 · André Salgado

Governar para as estatísticas?

11 Novembro 2008, 16:52 · André Salgado

120 mil pessoas são muitas pessoas, assim se juntem ao milhão.

Publicidade institucional em dia de OE

6 Novembro 2008, 19:33 · André Salgado

Danos colaterais

5 Novembro 2008, 21:58 · André Salgado

O Henrique Burnay, honra à sua pessoa, pertence ao restrito clube de portugueses que detêm o exclusivo de gostar mesmo, mesmo, mesmo da América, conferindo-lhe nobre distinção dos obamistas deste rectângulo. É também um exímio blogger, conciliando com sageza a concentração escrita com o trautear do Star-Spangled Banner, o que pôs à prova ao disparar, a intervalo de verso, duas dúzias de amarguradas notas pessoais pelo desfecho obamista.

Das duas dúzias, assume especial interesse esta, onde o Henrique consegue, das caves do seu desânimo, arrancar um sopro e lançar um aviso à esquerda europeia sobre o engano da sua afectividade obamiana; essa pobre e ingénua esquerda que não se apercebe que todo o programa político americano, mesmo democrata, está tão à direita da direita. É isto particularmente interessante por encerrar, além de um bushismo mal resolvido, um mito recorrente de alguma direita. Um mito que confunde indiferenciação programática (o que não corresponde de todo à verdade), as diferenças de qualidade dos interlocutores e um estranho pulsar que, em opinião do Henrique, deveria levar quem gosta da América – ainda que menos que o Henrique, não tenhamos ilusão, que esta é só para quem a merece - a abraçar a adopção do programa político das administrações americanas. Talvez esta confusão do Henrique explique a razão de Barroso e Portas terem abraçado de forma tão efectiva os caprichos de agenda do programa da administração Bush. O que não resolve são os labirintos do sótão de alguma direita, que não consegue conceber que não é proprietária do direito de gostar da América.

Nem nos elucida das razões de fundo para o Henrique, afinal, ter ficado com tanta azia pela vitória de um programa político que de esquerda nada tem. De qualquer forma, obrigado Henrique, a esquerda ficará penhorada. E coragem, são só quatro anos.

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