É preciso ter galo

16 Outubro 2009, 17:46 · André Salgado

Lesionar-se no período de aquecimento

A direita precisa de amigos (II)

13 Outubro 2009, 20:11 · André Salgado

Rui… Rui… Rui… não é vergonha nenhuma escrevinhar canalhices. Acontece nas melhores famílias. É preciso é tê-los no sítio para defender o que se escrevinha, e não ir a correr corrigir a mão quando se apercebe que se calhar fez merda.

Não entenda isto como um desincentivo. Eu aprecio o que escreve. Apenas acho que o Rui está mais à vontade com a graça e o humor quando pensa e escreve a sério. O talento está lá, é só não forçar demasiado.

Um abraço

A direita precisa de amigos

13 Outubro 2009, 18:55 · André Salgado

Volta e meia e a tropa fandanga insiste em repisar o tema. Nem a triste figura do professor na presidência lhes ensinou a prudência. Não é particularmente interessante saber quem divulgou o e-mail (e esqueçam lá isso das fantasias com agentes secretos; não são precisos mais que dois dedos de testa para perceber que a “fuga” veio de dentro do Público), nem quem foi o Manel ou Jaquim que terá servido de eventual intermediário para fazer chegar a informação a outros jornais. Terá interesse para quem queira fazer ajustes de contas. O que este exercício de spinning elementar procura esconder é o facto do e-mail ser real e o seu conteúdo também. E que o que lá está é grave e não abona nada em favor de quem habita a casa da primeira figura do Estado e do “jornalismo de referência” (sem risos) e é um constrangimento a quem a teoria aproveitou.

João Marcelino terá objectivamente beneficiado o PS com a publicação da notícia do e-mail no DN? Talvez sim, se quisermos ser pragmáticos. Com uma diferença, porém. Argumentários éticos e deontológicos à parte, desmontou aos olhos do país este lamentável episódio. Por outras palavras, contou a verdade, esse vocábulo tão maltratado. Assim como José Manuel Fernandes se colocou ao serviço do mandante e dos interesses do calendário eleitoral do PSD, fabricando um embuste por encomenda. Assim como Henrique Monteiro protegeu os interesses da Presidência da República e do PSD ao recusar a informação que permitia compreender a encomenda. Por entre labirintos de defeitos e virtudes várias, com qual das “verdades” dormiríamos melhor?

A máscara franciscana

9 Setembro 2009, 22:43 · André Salgado

De acordo com o próprio, Louçã desfez o que nunca foi feito. E, palpite meu, fez acontecer a trovoada da última madrugada.

O paupérrimo desempenho no debate com Sócrates, enredando-se nos truques que se habituou a armadilhar e incapaz de defender o seu próprio programa, estilhaçou os nervos nos faróis das esquerdas verdadeiras. O espectáculo não está a ser agradável de ver. Mas é um serviço público esclarecedor.

Os Miseráveis

2 Setembro 2009, 19:37 · André Salgado

É certinho como o destino. Sempre que o número de desempregados não atinge o nível de satisfação adequado ao combate político, desabrocham os estudos do economista* Eugénio Rosa, com a cumplicidade de quem morde o isco, a anunciar a marosca: há muito mais desempregados, que são escondidos pelos números oficiais. Malandros. O argumento não é novo, como não é nova a ligeireza política e técnica de onde vem. E é descascável com a mesma facilidade com que o dr. Eugénio Rosa produz estudos. Antes de mais, convém referir, os números oficiais - que são apurados pelo Instituto Nacional de Estatística, organismo independente, e não pelo governo, como é sempre útil relembrar - não escondem falsos empregados ou desempregados subtraídos aos números. As categorias que classificam a população que não é considerada desempregada constam dos inquéritos ao mercado de emprego e são numericamente publicadas e verificáveis. Segundo, como o sabe qualquer economista amador atento aos estudos do mercado de trabalho, os critérios pelos quais se regem os inquéritos do INE para apurar o desemprego oficial obedecem a um Regulamento Comunitário, ou seja, são idênticos em todos os países da União Europeia. Não existe um desemprego malandrinho e manipulado em Portugal. Existe um desemprego oficial apurado, com os mesmos critérios e a mesma seriedade técnica, em Portugal e na União Europeia. Finalmente, estes critérios, que obedecem a uma harmonização comunitária, são os mesmos em 2009, como em 2008, em 2007, em 2006, em 2005, em 2004, em 2003… bem, até o dr. Eugénio Rosa deve estar a ver a ideia. Nada de novo, portanto.

Nada de novo, também, na estratégia e na grelha mental, não estivessemos em ciclo eleitoral e na urgência de arremessar o que for possível. Afinal, ensina-nos a boa herança comunista, todos somos poucos e somos nada para cumprir a revolução. E se para esta se cumprir forem necessários sacrifícios e satisfação por mais um desempregado a servir de adubo para a sementeira da revolução, vão ver, camaradas, mais houvesse para o porvir colectivo. Por cada mártir que caia com fome, um estudo do dr. Eugénio Rosa se levantará. A miséria alimenta-se e há muitas formas de miséria humana. Até a miséria intelectual.

*Economista do gabinete de estudos da CGTP e deputado ocasional do PCP

Do atavismo

1 Setembro 2009, 21:48 · André Salgado

Nada mais verdadeiro que a Verdade verdadinha.

Isto vai (e já está a) ser assim (III)

27 Agosto 2009, 19:11 · André Salgado

Tens razão…

11 Agosto 2009, 19:16 · André Salgado

…Francisco. Dezoito trinta-e-seis anos é muito tempo.
E hoje, o que tens para apresentar? Vigilância revolucionária? Esmagar o capitalismo? Ainda?

O subtexto das listas

7 Agosto 2009, 18:43 · André Salgado

Ferreira Leite reforça o contingente de candidatos sociais-democratas que também não vão votar em Santana Lopes.

Política de Verdade (reload)

7 Agosto 2009, 18:26 · André Salgado

“Há uma coisa que não faremos de certeza absoluta, que é candidatar pessoas candidatos fantasmas”

Política de Verdade, 22 de Abril de 2009

Mais programa por consulta telefónica

4 Agosto 2009, 18:41 · André Salgado

Não havendo programa, temos o resultado da consulta telefónica

31 Julho 2009, 17:55 · André Salgado

O País Relativo recomenda

28 Julho 2009, 20:54 · André Salgado

O significado do BPN

20 Julho 2009, 18:59 · André Salgado

e também do tratamento de pinças por muita comunicação social.

Fará bem Manuela Ferreira Leite em fugir como o diabo da cruz à mais ténue associação da credibilidade do PSD ao escândalo do BPN, evitando-o como se este não existisse. Afinal e elementar, será um caso de polícia e de justiça. Muito embora, da memória, tenha começado por ser um projecto de alta finança, assente, sem rodeios, na patine de uma elite política, a prova de sucesso e seriedade dos melhores de uma geração. O problema, e a enorme armadilha, é Ferreira Leite, conforme vai correndo o marfim, arriscar-se a ir trocando o nós não temos nada a ver com isso pelo eco na sala cada vez mais vazia do eu não tenho nada a ver com isso. Como Belém bem o sabe, ciente do tiro no porta-aviões de um legado, assentindo com pesado silêncio.

Isto vai ser assim (II)

20 Julho 2009, 17:38 · André Salgado

Preparem-se, que isto vai ser assim

9 Julho 2009, 19:20 · André Salgado

Tragicomédia numa noite de verão

3 Julho 2009, 19:13 · André Salgado

www.voltaraopassado.com a política de verdade

2 Julho 2009, 21:04 · André Salgado

Do insólito na arena política

2 Julho 2009, 21:03 · André Salgado

Sócrates esteve à altura. Fez o que devia ser feito. A oposição, procurando espremer dividendos políticos de um gesto pessoal muito infeliz, portou-se como um grupo de forcados que foi para a tasca contar façanhas depois de se ter baldado à arena.

Retratos do Verão

1 Julho 2009, 17:55 · André Salgado

Os 28

23 Junho 2009, 17:57 · André Salgado

Um Portugal da Verdade, meu deus…

18 Junho 2009, 19:12 · André Salgado

Depois de fazer gáudio em campanha com o desrespeito político das “candidatas fantasma” Ana Gomes e Elisa Ferreira, que, diga-se, apresentaram-se ao eleitorado dizendo de forma transparente ao que vinham, o dr. Paulo Rangel, o novo prodígio da política portuguesa, apenas uma semana depois de encabeçar a lista do PSD às europeias, já admite deixar o parlamento europeu para fazer parte de um eventual executivo laranja.

Pois é. A vida é como ela é.

O Portugal da Verdade não resiste ao cheiro a poder e tem um prazo de validade muito curto.

Coisinhas frescas no verão

17 Junho 2009, 18:49 · André Salgado

Seres humanos fracos e indefesos, friamente assassinados à sombra de leis iníquas, mortos quando não mesmo desmembrados

Uma pessoa interroga-se, em horror: o Ruanda…? o Kosovo…? o Darfur…? Treblinka…?

Nada disso, é o mundo de Rui Crull Tabosa.

A pré-temporada

17 Junho 2009, 18:21 · André Salgado

Agora que ficou concluído o processo de contagem dos últimos votos das europeias do passado dia 7, uns breves apontamentos, com a distância do momento e começando, em merecida homenagem, pelo último dos eleitos.

O Bloco exportou para a europa um casal, o Miguel e a Marisa, e um reconhecido cronista para ir registando a experiência. Esta célula revolucionária pode fazer mais pela disseminação do combate que a IV Internacional.

O venturoso caminho para a revolução estalinista reclama-se consolidado, mas começa a olhar de baixo para o crescimento trotskista. O que é fonte de preocupação. Tornará mais difícil a mira da picareta, quando chegar o momento.

Emoção e lágrimas correram livres no Caldas. E não é para menos. A quinta força política representada já não é a última, relegando esse posto para as sondagens. Que são, literalmente, o abono da família centrista. A cada sinal de perigo, acorre em pânico às urnas temendo a sua extinção.

O estado laranja já escolhe o mobiliário para os gabinetes governamentais, mesmo tendo vencido as europeias com uns gordos 31,7%. Assim o permita o duro regresso à realidade, relembrando que a proposta para o país é o reaparecimento da dra. Manuela. Rangel obteve uma vitória pessoal e o exílio europeu da next big thing social-democrata. A rábula da acusação ao primeiro-ministro de fuga aos debates quinzenais, quando o grupo parlamentar por si chefiado assim acordou o calendário, os ziguezagues no imposto europeu e o malabarismo oportunista sobre o veto de belém à lei do financiamento partidário, assumindo agora a identificação com as críticas ao que defendera com acérrima convicção, mostram que as circunstâncias políticas não premeiam necessariamente a seriedade ou a demagogia. Mas sabem reconhecer uma carreira de largo futuro.

Sócrates teve apenas uma boa notícia na noite europeia. Poucos foram votar e a maioria dos que se deram ao trabalho, utilizando um previsível voto de protesto em tempos de crise e recessão económica, não o fizeram de modo a transferir para o PSD uma mais valia consolidada. Finda a festa, vale o que tem valido nas projecções dos últimos cinco anos.

Amanhã depende de dar outra entrevista

3 Junho 2009, 19:37 · André Salgado

A europa, a europa…

3 Junho 2009, 19:27 · André Salgado

Últimos dias de campanha e começa a ficar claro ao que cada um vem:

- A CDU geminou-se com Mário Nogueira e a FENPROF para mostrar um cartão vermelho ao governo (da europa?).

- Louçã empurrou Miguel Portas para fora do palco e vocifera que quer tirar a maioria absoluta ao governo (da europa?) e “arrasar com o poder absoluto”. Da saudosa Albânia, presume-se.

- O CDS estende aos comícios a demissão de Constâncio.

- O PSD, bem, o PSD continua igual a si próprio. O pequerrucho percorre o país dizendo tudo o que lhe vem à cabeça e o seu contrário, enquanto a avó acompanha pela televisão.

E siga a Ode à Alegria.

Vão-se conhecendo novas propostas

2 Junho 2009, 20:10 · André Salgado

E ontem assinalou-se o Dia Mundial da Criança

2 Junho 2009, 19:54 · André Salgado

Não é verdade, não pode ser verdade, não podemos deixar que seja verdade. Hoje há em Portugal uma clivagem moral, não entre Sócrates e Ferreira Leite, não entre governo e oposição, mas entre o PS e o País. O País tem de prevalecer sobre um PS que desmereceu da sua história. O País tem que afastar quem não revela qualquer escrúpulo para atingir os seus fins. E o País tem à sua disposição os instrumentos democráticos para o fazer.

O PSD será o instrumento do País nesta tarefa, não porque seja perfeito - a perfeição em democracia é uma miragem - mas porque é o único que está à mão. Também por isso, terá de mostrar muita humildade na hora de assumir as responsabilidades da governação. Será uma ideia nova em Portugal: um governo humilde, à escuta, sem medo de decidir mas que sabe que não é dono da verdade – condição essencial para se fazer uma política de verdade e com verdade

Myzena honorário

1 Junho 2009, 19:51 · André Salgado

“A ideia é aparecer uma jovem inocente a desvalorizar a Europa e as nossas propostas e depois aparece o Joaquim Biancard a explicar aquilo que pensamos e a repor um pouco a verdade”, descreve a JSD, em comunicado.

A sério, isto não é inventado. Vão ver que é muito bom.

 

 

  Clicar no Biancard

A geração brilhante, o tributo

1 Junho 2009, 19:24 · André Salgado

É sem dúvida, muito embora involuntariamente, o mais engraçado blogue de campanha da praça. A leitura dos últimos dias atravessou um período algo sinuoso e errático, mergulhado no compreensível pânico laranja com a credibilidade bancária. Com os ânimos mais serenos, venham os merecidos prémios da semana:

Papa de Ouro

Pinho Cardão (ex aequo com Pinho Cardão)

Vital terá inventado a ideia de um imposto europeu e depois, com medo da argolada, terá corrigido assumindo tratar-se de uma ideia plagiada. Ora, se Pinho Cardão não mostrasse forte ignorância, para utilizar uma expressão sua, saberia que a proposta de um futuro imposto europeu, e ao contrário das piruetas que Rangel tem tentado fazer, já se encontrava inscrita num relatório de 2007, que estudava as futuras fontes de financiamento da União e que foi votado também pelos eurodeputados do PSD. E foi neste contexto, de quem se limita a conhecer a discussão das matérias europeias, que Vital se referiu a esta proposta. Como a forte ignorância tem remédio, aqui fica a ligação. Não tem nada que agradecer.

Não satisfeito com este bom desempenho, Pinho Cardão entusiasma-se e lança-se na politologia. O PS está a fugir, incomodado com o seu candidato, deixando Vital a falar sozinho. Qualquer aprendiz teria a caridade de avisá-lo da insensatez da análise. Se Vital, sozinho e com o PS em debandada, vencer o mais brilhante político da nova geração, sustentado pela mais séria direcção social-democrata, digamos, do último ano, já viu o sarilho? Era como o PSD ser vencido nas urnas pelo blogue Causa Nossa.

Papa de Prata

Vasco Campilho

Descobriu que, tal como os socialistas europeus, os nossos socialistas defendem a corrupção. Fica uma pessoa intrigada com tão bombástica revelação e o que sustenta o raciocínio do Vasco é a recente lei do financiamento partidário. Que foi votada por unanimidade, incluindo o PSD. Pretendendo melhorar este esplêndido contributo, toma balanço e desfere a estocada mortal: tal como os socialistas europeus, os nossos socialistas estão pejados da escola toda dos ex-comunistas. Não só Zita Seabra lhe dará, certamente, um forte abraço, como o maoísmo do presidente que importa manter na comissão em nome do interesse nacional deverá ter ficado com as orelhas a arder. Bravo, Vasco.

Papa de Bronze

Rodrigo Adão da Fonseca

Vital tem uma visão paroquial que não reconhece a importância em ter Barroso na presidência da UE (por sinal, é da CE). E para nos convencer, o Rodrigo desencanta um exemplo imbatível: o chefe de gabinete de Barroso vai ser nomeado director-geral na comissão. Ora bem… Não é de crer, até pela experiência anterior de Vale de Almeida na comissão, que o Rodrigo queira insinuar que o seu mérito e competência para o cargo não se aguentavam nas pernas caso o presidente da comissão não fosse português. Só poderemos acreditar que são esse mérito e competência, independentemente da nacionalidade, que sustentam a nomeação, não é verdade? Devolve-se, afinal, a pergunta ao Rodrigo: tem a certeza que este é um bom exemplo do interesse nacional em ter Barroso na presidência da CE? Ou será que está descoberto o misterioso significado do slogan das famílias portuguesas acima das famílias políticas?

Papa comícios

Nuno Gouveia

Apontar o fiasco do comício do PSD em Barcelos é falta de civismo democrático de Vital. Tem toda a razão, o Nuno. Em nome do respeito pela participação democrática, pouco interessa se um comício tem 500 ou 50 mil pessoas e o que interessa é a festa da democracia. Foi por isso mesmo que o PSD protelou o início do comício em hora e meia.

E haveria tantos mais a atribuir (a Maria João Marques merecia uma categoria própria, assim como o João Gonçalves, que não foi possível linkar devido à agitação com que dispara insultos, e o Afonso “esta merda e badamecos” Azevedo Neves). Fica para a próxima, que ainda há mais uma semana pela frente.

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