Divulga-se: Pais AMPLOS

2 Outubro 2009, 12:12 · Mariana Trigo Pereira

Página na internet : http://amplosbo.files.wordpress.com/

O 1º encontro da AMPLOS, aberto a todos os interessados, realiza-se no próximo dia 10 de Outubro na Ler Devagar da Lx Factory, Alcântara.

Falar claro vs Falar verdade (venha o diabo e escolha)

10 Setembro 2009, 21:59 · Mariana Trigo Pereira

Falar claro (Portas) : “O CDS-PP tem que subir porque se não (…) a agricultura não é posta como a prioridade do ponto de vista económico.”

Falar verdade (Ferreira Leite): “Acontece que o Dr. Alberto João Jardim é, há vários anos, e em eleições sucessivas, democráticas e livres, com voto secreto, eleito pelo povo da Madeira com maiorias cada vez mais crescentes, o que significa que o ambiente na Madeira não tem rigorosamente nada a ver com o ambiente no continente.”

Os Trabalhadores

10 Setembro 2009, 0:13 · Mariana Trigo Pereira

Até que valor poderá o meu salário ser aumentado para que continue a fazer parte da classe dos trabalhadores e ter o PCP a zelar pelos meus direitos? A partir de que valor é que passarei de explorada a exploradora? Deverei esforçar-me menos no trabalho para não correr o risco de ser promovida, melhor remunerada e responsável pelo trabalho de outras pessoas?

O ano é 2009, o país é Portugal, a economia é mista e fazemos parte da UE. Isto parece básico mas continua-se a aceitar com alguma leveza que BE e PCP discutam a sociedade e a política com base em falsas premissas e modelos fictícios que nunca serão postos em prática pela simples razão de que o eleitorado não deu nem nunca dará maioria a nenhum destes partidos. O BE e o PCP não reúnem, por isso, votos suficientes para propor modelos alternativos e gostaria que, uma vez por todas, se assumisse esta realidade e que se discutisse, pragmaticamente, como é que, à luz do actual enquadramento institucional, político e económico e de um percurso histórico e social particular que nos fez chegar ao momento actual, podemos tornar a sociedade mais justa e igualitária, dinamizar a economia e promover o crescimento económico, qualificar a população, melhorar os serviços públicos, etc.

Por momentos (e sim, tenho perfeita noção da ingenuidade do meu idealismo) gostaria que abandonassem os tradicionais meios da esquerda radical (as nacionalizações, as lutas de classes, etc.) e se centrassem antes nos fins que unem a esquerda no seu conjunto. Não defendo nenhuma visão ou pensamento único e geralmente prefiro os radicais aos apáticos e indiferentes. Simplesmente, acredito que seria útil e pragmático, no actual momento político, que as propostas políticas à esquerda fossem, sobretudo, motivadas pelos fins e mais flexíveis nos meios.

Da laicidade

28 Agosto 2009, 17:17 · Mariana Trigo Pereira

(ainda o programa do PSD)

“Recuperaremos o papel e a importância da assistência espiritual que é procurada e prestada, por exemplo, em hospitais, prisões e lares.”

Em síntese

28 Agosto 2009, 14:31 · Mariana Trigo Pereira

«Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: “A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política”.»

(Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 28 de Agosto)

Do desespero #3

28 Agosto 2009, 11:12 · Mariana Trigo Pereira

“Suspenderemos, porém, o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis no processo de avaliação.”

Do desespero #2

28 Agosto 2009, 10:58 · Mariana Trigo Pereira

ALTERAR O REGIME DE PAGAMENTO DO IVA E EXTINGUIR O PAGAMENTO ESPECIAL POR CONTA

“A grande contestação ao PEC iniciou-se depois de o Orçamento de Estado para 2003 ter revisto estes valores, situando-os entre um mínimo de 1250 euros e um máximo de 200 mil euros, tecto esse agora reduzido para 40 mil euros (oito mil contos).

A generalidade das associações empresariais criticou na altura o imposto, os valores previstos e a metodologia de aplicação do PEC, designadamente em sectores onde as margens eram inferiores a um por cento do volume de negócios total.

Ferreira Leite garantiu na altura que o PEC era um instrumento de combate à evasão e fraude fiscal e que era para ser aplicado, mas corrigiu alguns dos aspectos mais criticados, excluindo do cálculo do imposto algumas receitas, designadamente as decorrentes da aplicação de impostos especiais sobre o consumo e imposto automóvel.”

Do desespero #1

28 Agosto 2009, 10:39 · Mariana Trigo Pereira

“Este é o Programa Eleitoral do PSD para as próximas eleições legislativas. Agradeço-lhe o interesse que dedica à sua leitura.

Em contraste com a prática política seguida pelos actuais governantes socialistas, tenho procurado sempre – e em particular desde que assumi a presidência do PSD – orientar-me por valores que considero fundamentais na vida e na acção política.”

“A actual situação é o resultado de uma política de duplicidade e de fingimento, de uma política que tem os seus responsáveis no governo socialista.”

“Também aqui nos distinguimos claramente da ruinosa política socialista

“Todos os estudos e indicadores revelam a necessidade de orientar as políticas para uma maior qualidade do ensino, mas os socialistas optaram por uma política que estimula o laxismo, a falta de disciplina e o facilitismo na avaliação.”

“Daremos especial atenção à política de cidades, um dos mais gritantes falhanços da governação socialista.”

“Também aqui nos distinguimos claramente da ruinosa política socialista.”

“Todos os estudos e indicadores revelam a necessidade de orientar as políticas para uma maior qualidade do ensino, mas os socialistas optaram por uma política que estimula o laxismo, a falta de disciplina e o facilitismo na avaliação.”

“Há cada vez mais pessoas a pensar como nós” #2

25 Agosto 2009, 10:21 · Mariana Trigo Pereira

Há um Portugal que paga impostos e há outro Portugal que recebe o Rendimento Mínimo

Há gente que pensa como nós. Há outras pessoas que não.

“Há cada vez mais pessoas a pensar como nós”

25 Agosto 2009, 10:18 · Mariana Trigo Pereira

Este slogan até pode resultar em certos meios mas não propriamente nas feiras repletas de preguiçosos e parasitas do Estado que vivem à custa do rendimento social de inserção:

«[Paulo Portas] recebendo algumas manifestações de apoio, foi também confrontado por vendedores que mostraram já o reconhecer pelas suas posições públicas “contra o rendimento mínimo”. Paulo Portas reiterou que concorda com a atribuição do rendimento social de inserção “se for dado a pessoas com efectiva dificuldade, se for transitório, se não se transformar em modo de vida, se implicar trabalho a favor da comunidade e se puder ser dado em géneros”.»

Dá que pensar #2

22 Agosto 2009, 11:31 · Mariana Trigo Pereira

A “Nazi policy”…

Dá que pensar

19 Agosto 2009, 12:47 · Mariana Trigo Pereira

que há por aí muita gente perturbada à espera de pretextos para sair das tocas.

Publiquices em período eleitoral

18 Agosto 2009, 11:11 · Mariana Trigo Pereira

Alguém que me explique o encadeamento lógico desta notícia:

O clima psicológico que se vive no Palácio de Belém é de consternação e a dúvida que se instalou foi a de saber se os serviços da Presidência da República estão sob escuta e se os assessores de Cavaco Silva estão a ser vigiados

Será que os assessores do Presidente estão sob vigilância do Governo ou do PS? Como têm acesso a essas informações? Será que em Belém passámos à condição de vigiados?

1- Este país é minúsculo e toda a gente sabe coisas sobre toda a gente. Ninguém precisa de estar sob vigilância para que se saibam de encontros entre pessoas para escrever um programa eleitoral.
2- Mas, se se sentem vigiados é porque confirmam indirectamente a suspeita.

O vice-presidente do PSD, José Pedro Aguiar Branco, desmentiu categoricamente, em declarações ao PÚBLICO, que tenha havido qualquer colaboração de assessores do Presidente da República na elaboração do programa”.

Donde se conclui que o título da manchete do Público devia ser:
“Presidência suspeita estar a ser mal vigiada pelo Governo” ou “Hoje não temos nada melhor para colocar na capa do Jornal”.

Actualização (silly season no seu melhor): Como reporta o SOL, “a colaboração entre assessores de Cavaco e a direcção de Manuela Ferreira Leite já era sugerida antes de sábado passado, num artigo do Semanário, de 7 de Agosto, intitulado «Ferreira Leite faz o programa com Catroga e assessores de Belém». A teoria era aparentemente aceite pelo próprio PSD, que publicou o artigo no site de campanha Política de Verdade.”

9.58 segundos arrepiantes

16 Agosto 2009, 21:24 · Mariana Trigo Pereira

Instantes antes da partida, é evidente pelas expressões e gestos de ambos que Bolt e T.Gay sabiam o que aí vinha. Estes são sem dúvida os melhores momentos de televisão - aqueles em que todos torcemos irracionalmente pela superação do homem pelo homem e sentimos empatia com a rouquidão instantânea do comentador que, no local e em directo, confirma a realidade e a grandeza deste feito histórico.

E assim vai o ‘debate’

13 Agosto 2009, 10:14 · Mariana Trigo Pereira

Ontem, Medina Carreira no Negócios da Semana da Sic Notícias:

“Podemos falar do que quiser”

“O PS apresentou um programa à maneira antiga, não vale a pena perder tempo com ele…é conversa fiada”

Autarquias: “aquilo é conversa que não tem lá nada que preste”

Redução de benefícios fiscais para indivíduos com maiores rendimentos: “vou-lhe fazer um pedido, gostava de aproveitar o tempo com coisas úteis…você não me interrompa sobre tretas. Isso da redistribuição fiscal é uma aldrabice…Voçês deviam ter aqui um órgão que filtrasse estas coisas que são ditas aí pelos políticos. 80% do tempo que vocês gastam é com coisas inúteis….Se eu fosse chefe de governo e aparecesse um homem a propor-me isso eu punha-o logo no olho da rua. ”

Programas: “O do PSD não conheço, o do PS não vale nada”

“If we’re going to walk into walls…” #2

12 Agosto 2009, 15:44 · Mariana Trigo Pereira

Ainda a propósito da ausência de propostas, são bastante elucidativos os textos de Alexandre Homem Cristo (AHC) sobre o Estado Social:

«Pertenço a uma geração que contribui para a Segurança Social mas que se arrisca a nunca conhecer os seus benefícios
«Não se trata de questionar a existência de um Estado Social, mas de questionar a sustentabilidade deste Estado Social»

O que fez o PSD para reformar a S.S. e garantir a sua sustentabilidade para as gerações futuras? E quais são as propostas do PSD neste domínio?

«Isto porque, em vez de os apoios servirem de rede de segurança, estes promoveram a dependência dos beneficiários nas ajudas do Estado

Pois, mas uma das principais medidas propostas no programa do PS para combater as desigualdades sociais é precisamente o apoio a famílias trabalhadoras com filhos - um complemento aos seus rendimentos que elevará a dita safety-net sem desincentivar o trabalho. Num país onde uma parcela significativa dos pobres são trabalhadores esta medida revela-se particularmente importante e não pode ser acusada de promover a dependência ou de diminuir a competitividade da economia, muito pelo contrário. Mas AHC ou não leu esta parte do programa ou não achou pertinente comentar uma medida que contradiz as suas críticas.

«Portugal é hoje dos países mais desiguais da UE, apesar do peso do seu Estado Social

Quais foram as medidas propostas pelo PSD nos últimos anos para inverter esta tendência? Como é que pretendem concretizar as preocupações com a Pobreza e as Desigualdades Sociais manifestadas, genericamente, nas linhas orientadoras do programa? A única coisa que sabemos é que Manuela Ferreira Leite tem pena de não ser rica. E pouco mais tem sido dito pelo PSD a propósito das fortes assimetrias da distribuição de rendimentos em Portugal. Mas fica sempre bem uma menção destes temas no programa eleitoral.

Não me venham dizer que no final de Agosto é que se vai saber tudo em detalhe. Fazer oposição passa também por ir colocando estes temas na agenda, apresentar soluções e alternativas, amadurecer ideias para depois as levar a votos em altura própria. Acredito que os eleitores são mais exigentes do que o PSD gosta de crer e que em Setembro tirarão as devidas ilações de tudo isto.

“If we’re going to walk into walls…”

12 Agosto 2009, 2:59 · Mariana Trigo Pereira

«If we’re going to walk into walls, I want us running into them at full speed. We’re going to lose some of these battles, and we may lose the White House, but we’re not going to be threatened by issues. We’re going to bring ‘em front and center. We’re going to raise the level of public debate in this country and let that be our legacy.» Leo McGarry, season 1, West Wing

Tem sido complicado discutir e opor ideias e encontrar substância no actual debate político dominado por casos fúteis que só interessam àqueles que se contentam com a política enquanto ‘fim’, forma, estilo, retórica e jogos de poder, descurando- o que deveria realmente interessar – a sua vertente de acção, intervenção e transformação.

E assim, estamos a pouco mais de um mês das eleições legislativas e há mais para contar sobre o caso Joana Amaral Dias do que sobre o programa do PSD, cujas linhas orientadoras se espremem a si mesmas, apresentadas em estilo light, formato ideal para a época balnear (não percebo como ainda se foi perder tempo a votar um documento tão genérico quanto este).

Para os mais distraídos, que chegaram agora de férias, esclarece-se que esta opção de comunicação política não resulta da falta de ideias e contributos, da ausência de vontade de assumir posições, ideologias e compromissos claros com o eleitorado, mas antes surge porque o PSD ouviu os portugueses – os que não lêem os programas dos partidos e aqueles que não acreditam em promessas eleitorais, terão tido grande peso no universo de pessoas que recorreram ao call-center da D. Manuela. Faz-me lembrar os tempos da faculdade em que alguns professores optavam por não recomendar leituras de artigos e livros sob o pretexto de que “os alunos não vão à biblioteca e não lêem”.

E, por isso, graças aos estudos de mercado e à crença na representatividade da amostra dos portugueses escutados pelo PSD através da sua linha telefónica paga, o partido aposta no copywriting dos cartazes de rua, nas ideias vagas e soltas, entre o sound bite e o tweet, não se expondo, nem se comprometendo, agindo e comunicando por reacção às propostas de outros.

Nesta conjuntura, acho que não podia ser mais adequado o título Jamais para um blog de apoiantes do PSD – já todos sabemos o que não querem, do que não gostam, o que jamais aceitarão, muito ao estilo de MFL que depois de ouvir os ‘portugueses’ parece ter concuído que os eleitores não darão pela falta da apresentação de propostas governativas concretas nem tão pouco de um período adequado de amplo debate e reflexão.

Divulga-se: Pais em Rede

24 Julho 2009, 12:34 · Mariana Trigo Pereira

A integração das “famílias especiais” na sociedade portuguesa é problemática.
PAIS-EM-REDE pretende especializar-se nesta área, reunindo famílias e cidadãos solidários, de todas as regiões do país, com o objectivo de definir a complexa rede de carências e de abrir caminhos para as resolver.

PAIS-EM-REDE é um movimento cívico, a nível nacional, sem fins lucrativos, que apoia “famílias especiais” com o objectivo de promover a qualidade de vida e a realização de projectos pessoais e profissionais.

PAIS-EM-REDE pretende ser a voz activa, que actua de forma dinâmica e transversal, em colaboração com as estruturas existentes.

PAIS-EM-REDE visa estar presente em áreas como a saúde, a educação, a formação e integração sócio-profissional de modo a assegurar a realização pessoal.

Já com página na internet, para consultar aqui.

Black and white

26 Junho 2009, 12:37 · Mariana Trigo Pereira

Quando andava na 2ª classe em Inglaterra tinha diariamente uma encontro marcado com todos os alunos e o director da escola. Entrávamos ordeira e pontualmente no ginásio às 3 da tarde - the Assembley - era assim que lhe chamavam. Falávamos sobre assuntos importantes para a escola e para os alunos, havia um momento de oração (protestantes, católicos, sikhs, hindus, muçulmanos e eu sem saber muito bem o que fazer…) e os alunos por vezes organizavam-se para fazer apresentações ou actuações artísticas. Para além disso havia também um momento de música em que uma professora se sentava ao piano e os alunos cantavam músicas cujas letras eram projectadas na parede através de um acetato. Só me lembro de duas dessas músicas, que cantámos vezes sem conta: We are the World e Black and White.

A Mariana já se antecipou e pôs o video aqui ao lado.

Assumir a ideologia

18 Junho 2009, 13:34 · Mariana Trigo Pereira

Do pouco que apanhei ontem da entrevista de Sócrates ouvi duas ideias que, em conjunto, me causaram alguma comichão: 1) o PS é diferente do PSD porque acredita que o Estado deve garantir que ninguém fique de fora devendo assumir uma “função social”; 2) O keynesianismo não é ideologia, a história mostrou como foram bem sucedidos os estímulos económicos keynesianos no passado.

A economia não é física nem química. Os modelos económicos são simplificações ousadas da realidade, as relações causais que se estabelecem servem apenas de orientações, falíveis, baseadas em proxies imperfeitas. O objecto de estudo dos economistas é mais volátil e imprevisível do que muitos estudiosos desejariam.

O keynesianismo é ideologia, não é ciência. Os estímulos que funcionaram de uma determinada forma no passado podem produzir efeitos diferentes no presente. Esses mesmos efeitos de dinamização da Economia e do crescimento económico poderiam ter sido alcançados, porventura, com outras políticas de cariz mais ‘neoliberal’ mas com graves repercussões nas desigualdades sociais e na função redistributiva do Estado. Qualquer opção política a este nível tem o seu trade-off.

Não se escolhe o keynesianismo porque se acredita cegamente na relação causal e directa dos efeitos multiplicadores demonstrados por Keynes mas porque se partilha de um conjunto de valores e se acredita num modelo de sociedade mais justo e com mais oportunidades para todos, o que exige um papel específico para o Estado para lá da promoção do crescimento do PIB, que não é encarado como fim em si mesmo.

Não há que temer assumir os valores, as convicções e a ideologia. O centro está morto de conformismo e não mobiliza ninguém para o combate que é hoje necessário.

I sento (2)

17 Junho 2009, 17:35 · Mariana Trigo Pereira

«TGV fica na gaveta: governo a navegar à vista»

«José Sócrates quer maioria absoluta para governar o país sozinho»

Ainda há muita animação para vir

8 Junho 2009, 23:58 · Mariana Trigo Pereira

Ou como dizem os AC/DC “It’s A Long Way To The Top (If You Wanna Rock ‘n’ Roll)”.

Igualdade

1 Junho 2009, 13:08 · Mariana Trigo Pereira

A pedido de uma mãe (e porque hoje é dia da criança), transcrevo aqui o excerto de um texto do Miguel Vale de Almeida:

«Você criou o seu filho com amor e carinho. Por vezes sacrificou-se, para lhe dar a melhor educação possível. É provável que você tenha visto o seu filho como um prolongamento de si e tenha desejado para ele uma vida de felicidade e sucesso, nos planos amoroso, familiar, profissional e social. Mas com certeza você também pensou muitas vezes em como o seu filho é um indivíduo com vida própria ou como as escolhas dele podem ser diferentes das suas (por exemplo, os gostos musicais, os amigos com quem sai, até mesmo as ideias políticas), sem que isso vos afaste, desde que haja a comunicação e o afecto suficientes para aprenderem em conjunto. Você sabe que o laço entre si e o seu filho nunca se perderá, mas que, para tal, terá que o cultivar depois da inevitável separação.

Mas um dia o seu filho diz-lhe que gosta sobretudo de pessoas do mesmo sexo. Ou que se apaixonou por alguém do mesmo sexo. E você não sabe como reagir. » Continuar a ler aqui.

Aproveito também para divulgar o site do recém-criado MPI - Movimento pela igualdade de acesso ao casamento civil.

i ditoriais i sentos

30 Maio 2009, 13:32 · Mariana Trigo Pereira


(Martim Avillez Figueiredo no editorial de hoje do i. Aos poucos vamos percebendo o significado da escolha da minúscula.)

 

Em escuta aqui ao lado>>>

29 Maio 2009, 14:02 · Mariana Trigo Pereira


Xutos e Pontapés
Álbum: Dados viciados (1997)
#3: Dá um mergulho (no mar)

(Porque hoje, à semelhança de ontem, vão estar boas condições para mergulhos até para lá das dez da noite)

Iluminados

27 Maio 2009, 15:21 · Mariana Trigo Pereira

Eu percebo, André, que seja difícil de imaginar que haja gente ‘socialista’ válida e bem sucedida nos seus percursos profissionais, interessada na coisa pública, etc. Quem se preocupa genuinamente com igualdade de oportunidades, combate à pobreza, justiça social para todos, serviços públicos de qualidade, redução das desigualdades sociais, qualidade de vida e liberdade nas escolhas individuais (incluindo as sexuais), suportado por uma economia dinâmica, com competitividade para gerar emprego em quantidade e qualidade, com gente qualificada, etc., não pode ter um actividade profissional de “sucesso”, não pode estar bem na vida, ou só pode ser maluquinho. Não há gente assim tão desinteressada e altruísta. São todos uns ressabiados, medíocres, que aguardam pacientemente à espera do tacho. Como eu adoro o pensamento linear e descomplicado da geração mayzena!

Em escuta aqui ao lado >>>

26 Maio 2009, 12:47 · Mariana Trigo Pereira



Passion Pit
Álbum: Manners (2009)
# 3: The Reeling

Este disco beneficiou em grande medida do facto de ser o único conteúdo musical a ocupar a memória do meu ipod nos últimos dias, da minha falta de disponibilidade para actualizar o dito cujo e também do facto de andar a passar muito tempo em paragens de autocarro e estações de comboios. Há conjunturas que beneficiam certos discos, que nos contagiam inesperadamente, em detrimento de outros. Manners é o álbum de estreia dos norte-americanos Passion Pit e convida à dança.

Todos à cinemateca

21 Maio 2009, 21:01 · Mariana Trigo Pereira

Amanhã, pelas 21h30 a cinemateca passa o filme da vida de João Bénard da Costa.
As portas estarão abertas para ver ou rever Johnny Guitar - um western muito particular, inteiramente dominado pelas personagens femininas. Celebrarmos o cinema naquela casa será a mais merecida das homenagens.

Votar na Europa #1

20 Maio 2009, 12:45 · Mariana Trigo Pereira

Cada um pedalando a sua bicicleta.

Uma social democracia pouco dada às políticas/estatísticas sociais

19 Maio 2009, 23:34 · Mariana Trigo Pereira

Lê-se no documento Desafios para Portugal em 2009 do gabinete de estudos do PSD:

“Ao nivelar por baixo o sistema de educação nacional e ao permitir a degradação das condições de ensino, o governo condena a juventude actual às maiores dificuldades de inserção no mundo moderno. Os mais afectados são os jovens de lares mais modestos que, sem meios de escapar ao ensino público, vêem assim limitadas as suas hipóteses de progressão social.”

“Portugal foi dos países da OCDE onde a desigualdade mais cresceu” (período de referência dos dados “meados dos anos 80 – meados de 2000″!…)

“Portugal é hoje o terceiro país mais desigual da OCDE” (meados dos anos 2000 é o “ano” de referência …)

A acreditar, ingenuamente, nas preocupações do PSD com as oportunidades dos jovens de lares modestos e com as desigualdades sociais, só falta descobrir que políticas propõem para resolver estes problemas. Passei um bocado de tempo no google mas acabei por desistir.

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