Será que ainda ri?
9 Outubro 2009, 16:17 · Miguel Cabrita

Depois da decisão do tribunal constitucional italiano, Berlusconi terá muito menos motivos para sorrir. Independentemente do que se seguir, esta foi uma notícia excelente -e muito importante - para a Itália e para a democracia. O que, convenhamos, tem sido uma combinação rara.
O novo ciclo entre Belém e a praia da Coelha
7 Outubro 2009, 0:44 · Miguel Cabrita

O novo ciclo na S.Caetano à Lapa (brevemente em exibição)
7 Outubro 2009, 0:43 · Miguel Cabrita

O novo ciclo: primeiro, conquistamos a Rua da Madalena…
7 Outubro 2009, 0:43 · Miguel Cabrita

O velho ciclo em Pirescoxe (circa 1989)
7 Outubro 2009, 0:42 · Miguel Cabrita

O novo ciclo na secção portuguesa da 4ª internacional
7 Outubro 2009, 0:42 · Miguel Cabrita

O novo ciclo entre o Rato e a Imprensa à Estrela
7 Outubro 2009, 0:19 · Miguel Cabrita

Um novo ciclo
28 Setembro 2009, 16:57 · Miguel Cabrita

A política das fontes e os seus limites
18 Agosto 2009, 22:11 · Miguel Cabrita
Desconte-se a publiquice de que fala a Mariana (mais uma entre as que se sucedem diariamente), a propensão para a amplificação dos disparates de Verão e a cortina de fumo de que fala o João Magalhães. Desconte-se também o lamentável sistemático recurso a “fontes anónimas” para fazer comunicação política em Belém, sempre com os mesmos alvos, fontes nunca desmentidas ou desautorizadas.
Desconte-se tudo isto e no fim de contas está desta vez em causa muito mais do que tácticas de guerrilha ou desinformação, por mais condenáveis que sejam. O lançamento de uma suspeita da máxima gravidade numa matéria tão delicada, que intefere com os pilares do regime democrático e com a confiança dos cidadãos, não pode ser deixada em claro por nenhum agente político minimamente responsável e que se preocupe com a qualidade da democracia em Portugal.
A mera sugestão de que existem escutas ou alguma espécie de vigilância a um órgão de soberania não pode passar incólume, como se nada fosse: tem de ser demonstrada ou, em alternativa, objecto de demarcação clara. E não por fontes anónimas, que o assunto é demasiado sério.
A liga portuguesa começou ontem
17 Agosto 2009, 2:32 · Miguel Cabrita

E pelo que se viu, business as usual.
Les Paul: a beleza eternizada
14 Agosto 2009, 17:06 · Miguel Cabrita

Não querendo transformar o blogue num obituário, e não sendo grande adepto de textos mortuários exageradamente emocionados e grandiosos, como por aí se vê tantas vezes, a verdade é que dificilmente terei alguma vaz melhor pretexto para postar uma fotografia de uma das mais belas guitarras eléctricas já concebidas.
Les Paul, que morreu ontem, foi um músico e inventor na origem de inovações técnicas e musicais que permitiram ao rock desenvolver-se como se desenvolveu. Merecidamente, esta Gibson imortaliza o seu nome e é pura e simplesmente impossível competir com ela (ou, aliás, com a sua descendência Epiphone). Beleza, elegância e muito estilo num objecto só.
Party boy
14 Agosto 2009, 16:28 · Miguel Cabrita

É verdade que em televisão o tempo de antena é muito limitado, mas deveria haver excepções a esta regra. Miguel Frasquilho é um desses casos.
Ontem, reagindo aos dados sobre o crescimento económico, o dr. Frasquilho - o agora repescado homem do célebre “choque fiscal” de Durão Barroso, que acabou no aumento do IVA logo após as eleições e com a demissão do próprio, que ainda resistiu durante uns tempos como Secretário de Estado de…Ferreira Leite - brindou-nos com uma das suas deliciosas análises: “naturalmente, é sempre melhor ter um crescimento positivo (mesmo que marginal) do que um decréscimo”. Brilhante e certeiro. Especialmente, quando se previa um decréscimo nada marginal, certo? Uma maçada.
Não satisfeito, o economista Frasquilho sublinhou ainda que Portugal “anda à boleia da economia europeia”. Será equívoco dos comuns mortais ou é essa a regra numa economia europeia como a nossa e, aliás, particularmente exposta ao exterior? Aliás, será por efeitos da crise mundial que Portugal mergulhou também numa recessão, como a generalidade das economias europeias? Será isto também uma “boleia”? O dr. Frasquilho não esclareceu.
Por fim, Frasquilho indignou-se, afirmando que o PSD “não celebra como o Engenheiro Sócrates”. Bem, vejamos. Sócrates disse (eu vi, não sei se Frasquilho teve oportunidade de ouvir o que comentou pouco depois) que este dado era um “bom sinal”, mas que “não significava o fim da crise”. Disse que havia ainda muitos desafios para ultrapassar. Disse que este momento “podia ser” (sic) um ponto de viragem.
Celebração? É só impressão ou o dr. Frasquilho (tal como outros, aliás) anda tão desejoso de festas que quando ninguém as faz e não há motivos para tal (e ainda menos para os lados da S. Caetano à Lapa), as inventa ele próprio?
“Há sempre um mas…” #2
14 Agosto 2009, 15:59 · Miguel Cabrita
O de hoje, na capa do inevitável Público é:
“Economia volta a crescer mas cenário de crise continua presente”.
Decerto, para o caso de alguém muito, mas mesmo muito, distraído se esquecer…
Os limites do controlo
13 Agosto 2009, 18:36 · Miguel Cabrita
Há sempre um “mas”, costuma dizer-se. E que “mas”, por vezes. Será uma máxima sábia, mas que se torna particularmente verdadeira em contextos muito específicos. Por exemplo, nos títulos que os spin doctors do Público arranjam nas poucas ocasiões que se lembram de puxar para primeira página notícias que seriam inequivocamente boas sobre os resultados da governação. Como que por milagre, há sempre um arreliador “mas” para atrapalhar.
Hoje, por exemplo. O “tempo de espera nas cirurgias baixou para 3,4 meses” contra os 8,6 meses que eram a situação de partida em 2005. Impressionante? Talvez, mas…
…”mas consultas estão sem controlo”. Quem lê isto, pensa que os tempos de espera nas consultas estão “descontrolados”, que dispararam, que há uma situação de catástrofe ou que pelo menos ninguém está preocupado. Afinal, tudo espremido e simplesmente não há ainda dados sobre o programa “Consulta a Tempo e Horas”, também lançado por este governo para diminuir os tempos de espera para primeiras consultas de especialidade.
Mesmo dando de barato que a situação possa não ser tão favorável como nas cirurgias (afinal, nem seria fácil), há medidas em curso e haverá dados disponíveis antes do final do ano. Qualquer semelhança disto com uma situação que “está sem controlo” é, no mínimo, pura desonestidade. E, ninguém acredita que por descuido ou descontrolo, (mais) um título verdadeiramente enganoso.
Crescimento económico
13 Agosto 2009, 16:36 · Miguel Cabrita
Os dados hoje revelados pelo INE mostram que, se em termos homólogos há ainda (como seria inevitável) uma variação negativa da economia, em relação ao 1º trimestre de 2009 há uma evolução positiva da actividade económica de 0,3%. É pouco, mas estamos de novo em terreno positivo; e acima de tudo é um dado inesperado, muito melhor do que o previsto, como aliás o próprio Público reconhece. Não sendo prudente desvalorizar a situação complexa que ainda se vive a vários níveis na economia (por exemplo, na evolução dos preços) e no emprego, esta informação contraria todas as previsões e acaba com a situação de recessão técnica muito mais cedo do que o esperado.
Resta saber o tipo de tratamento que será dado a esta verdadeira notícia. Por exemplo, há uns dias o Público fazia na primeira página grande destaque dos indícios de melhoria dos indicadores económicos internacionais, salientando que Portugal estava “atrasado” em relação a outros países. O rigor informativo era tal que no interior do jornal tínhamos até direito a gráficos para demonstrar tal tese - esquecendo o “analista”, apenas, o pequeno pormenor (aliás, bem visível nos gráficos) de Portugal ter sentido também mais tarde que outros os efeitos da crise. Será interessante ver qual será, agora, não apenas o destaque dado à notícia mas também qual o ângulo escolhido para a tratar.
Empowerment
12 Agosto 2009, 18:45 · Miguel Cabrita
Carlos Queiroz sobre o Liechtenstein: “Não é uma equipa do primeiro nível, mas tem capacidades similares às da Dinamarca. Parece-me um adversário ajustado”. Eis uma dúvida que ainda é preciso tirar, pelo menos por quem tiver paciência para tal. Há coisas que nem na silly season têm explicação.
Uma lista de espertos
6 Agosto 2009, 18:22 · Miguel Cabrita
Francisco Louçã disse que Joana Amaral Dias foi excluída das listas do Bloco porque “pela primeira vez, temos a obrigação de ter especialistas em cada área e foi essa condição que determinou as escolhas”. Assim, não tendo sido a “notoriedade a determinar a inclusão nas listas” e não havendo nenhuma especialidade onde encaixar uma não especialista, as coisas complicaram-se irremediavelmente.
De facto, a cada um a sua especialidade. E a de Louçã está bem à vista qual é.
E a próxima travessia vai para…
6 Agosto 2009, 18:18 · Miguel Cabrita
O PSD tem uma longa história de lideranças sem voz parlamentar. Que me lembre, nunca deram bom resultado, e é estranho que ninguém no PSD pareça lembrar-se desse pequeno pormenor.
Marcelo e a sua AD terminaram como terminaram; Menezes falava nos jornais enquanto Santana era esmagado na Assembleia; Ferreira Leite teve o seu Rangel, que enviou em devido tempo para Bruxelas, sacrificando-o à estratégia de usar as europeias para fazer política nacional.
Nos próximos quatro anos, todos eles estarão fora do parlamento. Marques Mendes, Morais Sarmento, Santana idem. De quem será a próxima travessia?
As listas de uns e de outros
6 Agosto 2009, 18:16 · Miguel Cabrita
Enquanto não há (até quando?) programa de governo do PSD para analisar, faz pelo menos sentido comparar o processo de constituição das listas de deputados e os respectivos resultados no PS e no PSD. Pelas boas e más razões, é um dos dossiers mais delicados e decisivos que qualquer líder tem entre mãos antes de eleições.
No PS, após longa e reservada articulação com as federações distritais, as listas foram consensualizadas sem problemas de maior - e as divergências que possa ter havido, como há sempre em processos desta natureza, foram devidamente resolvidas. No PSD, assistiu-se basicamente a um combate de boxe público entre a direcção nacional e muitas distritais em torno dos nomes. A direcção nacional acabou por vencer a maioria dos braços de ferro, pelo menos por agora. Mas a votação das listas no Conselho Nacional revelou profundas tensões e divisões. Além do mais, listas feitas quase na totalidade por uma direcção centralizada (algo impensável há décadas no PS) é mais do que uma diferença processual: espelha bem os equilíbrios de poder e tipos de estrutura dos dois partidos e, não menos importante, uma concepção distinta da representação parlamentar.
Mas também o “conteúdo” das listas é elucidativo. Manuela Ferreira Leite tinha anunciado uma profunda renovação; no fim do dia, e além da proscrita no CDS Maria José Nogueira Pinto, apresentou um punhado de fósseis do cavaquismo (Couto dos Santos, Deus Pinheiro, Pacheco Pereira, este a caminho do seu quarto mandato de deputado, recompensado pela sua fidelidade canina a Ferreira Leite). Por outro lado, onde Alegre decidiu voluntariamente não integrar as listas do PS, ao fim de 35 anos de presença tantas vezes incómoda, no PSD a líder decidiu excluir vozes dissonantes e potenciais concorrentes, sendo Passos Coelho ou Miguel Relvas apenas os exemplos mais visíveis.
Podemos sempre interrogar-nos sobre o que não se diria por estes dias se tivesse sido Sócrates a eliminar a dissonância das listas e a impor, sem qualquer esboço de diálogo, as suas escolhas às federações mais incómodas. Na verdade, pouco importa: os dois maiores partidos apresentaram já os nomes e caras com que se apresentam aos eleitores, mas além desses rostos fizeram-no com resultados muito diferentes.
Programa e política(s)
30 Julho 2009, 13:29 · Miguel Cabrita
Ter a ambição de governar implica ter um programa completo e transparente e sujeitá-lo, atempadamente, à apreciação dos cidadãos. Além de uma obrigação democrática, é uma pré-condição para, como agora alguns se lembraram de inventar, ”fazer política com as pessoas”. De outro modo, far-se-ão muitas coisas com as pessoas, mas dificilmente “política”.
O PS apresentou ontem o programa com que se apresenta às legislativas: no tempo certo, a dois meses das eleições, com opções claras e propostas escrutináveis. Outros apresentarão as suas ideias quando julgarem conveniente ou quando estiverem preparados para isso. E nessa altura poderemos comparar.
Enquanto isso não é possível (durante quanto mais tempo?), pode ler o programa do PS na íntegra aqui.
Sinais verdes
19 Junho 2009, 18:55 · Miguel Cabrita

Irão-Coreia do Sul numa obscura - mas global - Taça das Confederações. O resultado pouco importou.
Colocar questões incómodas, saber ouvir as respostas
19 Junho 2009, 18:49 · Miguel Cabrita
A entrevista que Ana Lourenço fez a José Sócrates tem suscitado comentários curiosos, porque teria sido demasiado cordial. Aparentemente, há quem prefira o estilo Moura Guedes, em que os convidados são tratados discricionariamente conforme a aprovação ou simpatia que suscitam ou não à “jornalista”; e ou se submetem a uma abordagem tantas vezes inaceitável ou a “interacção” descamba num ápice para um combate de boxe em que o animal mais feroz e que acirra os ânimos é sempre o “entrevistador”.
Não é difícil perceber as razões dessas preferências. Mas é legítimo que nos interroguemos sobre o que se diria se as simpatias e antipatias, evidentes mesmo que não explícitas, de alguns órgãos de comunicação social fossem, em vez destas, outras. E que nos interroguemos também sobre os efeitos que este contexto mediático está a ter na qualidade dos media e da democracia.
Na entrevista a Sócrates que eu vi, a jornalista levantou os temas incómodos que tinha a levantar, interrompeu quando teve que interromper, e até terminou, já sem direito a resposta, com uma biografia do primeiro-ministro que salientava bem mais vários dos pontos do seu percurso que têm suscitado comentários ou interrogações. Mas, pelo meio disto tudo, ouviu as respostas de quem entrevistava. Dir-se-á que se limitou a ser uma boa profissional (além de tratar com educação quem convidou); mas nos tempos que correm, como se vê, isso faz toda a diferença.
P.S. Concordando-se ou não com todos os pontos da análise, vale a pena ler este texto de João Lopes, que não poderá ser acusado de parcialidade.
Novos movimentos sociais
9 Junho 2009, 0:38 · Miguel Cabrita

Na contabilidade dos vencedores e vencidos das europeias, disto ninguém fala. E é obra: mesmo sem Laurinda Alves, os piratas suecos elegeram um deputado. Em dezoito.
Uma concepção muito peculiar da democracia
3 Junho 2009, 16:09 · Miguel Cabrita
É digna de registo esta cena da vida parlamentar protagonizada por Ana Drago, que se passou ontem e que foi descrita como uma troca de “acusações” entre uma deputada e uma ministra. Quem se der ao trabalho de dar uma vista de olhos nas imagens percebe que não foi nada disso.
O que se vê é uma deputada da oposição a fazer, com um leve sorriso, uma pergunta - provocadora e impertinente, mas que em qualquer caso tem o direito de fazer. No troco, recebeu a resposta que a pergunta merecia - e que a interlocutora da deputada tinha, em qualquer caso, o direito de dar. Acto contínuo, a deputada do Bloco de Esquerda perde completamente o controle e começa aos gritos a tentar calar a ministra e a desferir, sem parar, sucessivos socos na bancada da Assembleia, obrigando mesmo à interrupção dos trabalhos pelo presidente da Comissão.
Tivessem sido outros os protagonistas de um incidente deste género - bastava inverter as posições - e o que não se diria. O que não diria, aliás, o próprio Bloco, da incapacidade de encaixe para lidar com respostas incisivas e que não se gosta de ouvir? Que tratamento teria isto na comunicação social? Em tempos tão situacionistas como os que correm, só resta perguntar.
Aqui ao lado » » » Deerhunter: never stops
1 Junho 2009, 21:28 · Miguel Cabrita

Uns estarão hoje no Lux; outros não e ficam a perder. E não é pouco. Um dos mais prometedores álbuns de 2008 promete um excelente concerto.
p.s. Para os que estão no grupo dos ausentes, um pequeno prémio de consolação.
Coisas de que não nos costumamos esquecer?
19 Maio 2009, 19:18 · Miguel Cabrita
Excerto da entrevista de hoje a Paulo Rangel no i de hoje:
(…)
Chegou a fazer parte do CDS?
Sim, participei nuns conselhos…
Mas foi mesmo militante?
Isso é que eu também não sei… Eu tenho um problema com as militâncias (risos).
Mas assinou um cartãozinho…
Não sei se assinei. Não me lembro bem. Estou a dizer a verdade…
A sério que não se lembra?
Não me lembro! Aliás, também tive esse problema no PSD. Inscrevi-me como militante e depois não estava lá.
(…)
Todo este díálogo é edificante, claro. Mas se no caso do PSD o dr. Rangel se lembra bem de se ter inscrito e afinal não estava “lá”, no caso do CDS, “esse problema” parece estar mais apagado da memória. O problema não parece ser com as filiações partidárias, mesmo que fossem várias e se prestassem a esquecimentos muito selectivos.
Confiança, verdade, transparência, enfim, essas coisas.
Campeonato nacional
19 Maio 2009, 19:04 · Miguel Cabrita

Para não deixar passar em claro o facto de o Algarve voltar a ter um clube na primeira divisão no campeonato português, sete longos anos depois de o Farense ter iniciado um processo de sucessivas descidas de divisão e quase desaparecimento (que parece em fase de reversão, apesar de infelizmente ter por estes dias falhado por pouco o regresso à 2ª Divisão B).
É certo que o Olhanense, que regressa 35 anos á divisão principal, não tem a dimensão do Farense. Mas tem muitos adeptos, tradição e garante que de Lisboa para Sul haverá pelo menos uma equipa na Liga. Sendo que é bom não esquecer que Estrela da Amadora, na secretaria - e bem -, Belenenses no campo, e Setúbal no campo e na secretaria estão em situações pouco famosas.
Importante será que, enquanto o Farense não volta ao seu lugar, o Olhanense tenha uma presença digna na Liga. E que não a tenha como semi-satélite de qualquer outro clube, mas antes como uma equipa a contribuir como deve para um campeonato de âmbito verdadeiramente nacional e com mais verdade desportiva.
Um TPC e já está
13 Maio 2009, 22:46 · Miguel Cabrita
Vendo os momentos “altos” do debate quinzenal de hoje, parece que o dr. Louçã alinha com a direita na questão dos trabalhos de casa. É o que se depreende quando o ouvimos perguntar ao primeiro-ministro se está disposto, “a apresentar já no conselho de ministros de amanhã” um plano para dar “pão, segurança e emprego” aos moradores da Bela Vista. Menino José Sócrates, assim que sair deste debate elevado, vá lá fazer este trabalhinho de casa e apresente o resultado amanhã logo pela manhã sem falta.
Para problemas “fáceis”, soluções overnight; neste campeonato o Bloco, definitivamente, não é melhor que o CDS.
Desconcentrações mediáticas
17 Abril 2009, 16:05 · Miguel Cabrita
1. É só impressão ou nenhum dos opositores da Lei para sobre concentração nos media (e apoiantes do veto presidencial, portanto) teve alguma coisa a dizer sobre isto: Alberto João Jardim cede jornal a privados para contornar lei do pluralismo dos media.
Vale a pena ler o texto na íntegra (seguir link), mas eis alguns dos aspectos da questão:
(…)
(Nota: como refere a notícia, a EDN é uma empresa detida pelos grupos Blandy e Controluinveste)
2. Independentemente dos méritos e deméritos que as soluções previstas na Lei possam ter, e que merecem ser discutidos, a questão da liberdade dos media é essencial para o funcionamento e para a qualidade do regime democrático. Esperar por hipotética regulação europeia nesta matéria, uma das razões invocadas para justificar o veto presidencial, não é razão para não legislar agora sobre essa matéria - fazendo, se necessário, adaptações à lei mais tarde. Invocar a proximidade de períodos eleitorais, outro dos argumentos para adiar a legislação, também só faria sentido se fossem invocadas as disposições específicas da lei que poderiam ter algum efeito negativo sobre tais processos - porque, em princípio, a ter algum serão positivos, mesmo que preventivos.
E indepentemente do caso em apreço, ou de qualquer outro em que se possa pensar, não é argumento dizer que o problema da concentração dos media não se põe em Portugal. Mesmo que fosse verdade (e não é, como se vê, a não ser para quem ache que a Madeira é mesmo um mundinho à parte), legislação delicada como esta deve ser feita antes de a questão se colocar, e antes que seja por isso necessário legislar a pensar em casos concretos, tão escandalosos como o citado ou não. Isso sim, seria grave.
O emplastro, versão 2.0
16 Abril 2009, 15:17 · Miguel Cabrita
Ainda sobre os Xutos, manifestos e manifestantes, interessante também comparar as reacções de diferentes partidos, reportadas no texto do Público citado: PSD não comentou. O PS idem. O PCP - o P C P - salienta as preocupações sociais que sempre estiveram presentes nas letras dos Xutos, e não atribuem especial importância a esta em particular. O CDS salienta a liberdade de criação dos artistas e o direito a exprimir posições através da música, quaisquer que sejam.
Já o BE…bem, o BE destacou o seu querido líder para uma declaração na melhor tradição (e tentação) do entrismo e da prática corrente de tentar aparecer em todas as fotografias, mesmo que num cantinho - como tem feito recentemente ao reclamar, por cima do ombro de outros (e que outros!), o seu quinhão das “grandes manifestações” que a CGTP e o PCP têm organizado.
Diz então Louçã que a música é um “manifesto dos Xutos” (desmentindo os próprios, portanto) e que provavelmente “entrará depressa na iconografia popular”. Como o emplastro, portanto. O primeiro.



