Conciliação

27 Março 2009, 16:06 · Sílvia Sousa

Foto: El Pais

Matemática ou a economia de pensamento como forma de arte

16 Dezembro 2008, 12:15 · Sílvia Sousa

“Professora: Abram os vossos livros na página 6. Porque estamos a começar na página 6 e não na página 1?

Aluno: O livro tem uma capa com o nome e o ano do livro. Essa é a página 1. Depois há uma capa interna, a página 2. A página 3 é a introdução. Depois há o índice, nas páginas 4 e 5. O texto apenas começa na página 6.

Professora: Muito bem. O que vemos ao iniciar um novo capítulo?

Aluno: Um título.

Professora: Porquê?

Aluno: O título ajuda-nos a compreender o que vamos estudar.

O que é simpático neste diálogo? Em primeiro lugar, a maioria dos professores teria saltado esta fase (eu certamente teria). Tal omissão deixa a criança com uma espécie de branca, uma área que não merece reconhecimento - o que acontece até à página 6? Em segundo lugar, o diálogo encorajou o saudável hábito de ler as introduções e os títulos e de lhes prestar alguma atenção.”

Ron Aharon (2008), Aritmética para pais - Um livro para adultos sobre a matemática das crianças, Gradiva

O 25 de Abril também pode ser quando o homem quiser

3 Dezembro 2008, 12:18 · Sílvia Sousa

Quando tão pouco se escreve sobre a Guerra Colonial e ainda menos na primeira pessoa, vale a pena ler o testemunho de Cristóvão Aguiar e respectivos comentários.

Eu consegui ir à Byblos. E tu?

24 Novembro 2008, 16:23 · Sílvia Sousa

Menos de um ano após a abertura, a Byblos encerrou.

Passo à porta todos os dia… de carro.  E até costumo parar… no semáforo.

Estaciono, frequentemente, muito perto… nas Amoreiras (onde, por acaso, há uma Bertrand e uma Bulhosa, que não requerem que me aventure por passeios ínfimos atolados de carros mal estacionados).

Será que era assim tão difícil perceber que a localização era péssima?

É un’ ingiustizia, però!

11 Novembro 2008, 13:07 · Sílvia Sousa

Odeio que digam que faço de Calimero.

Pedro Santana Lopes, Pública, 9/11/2008

Dos números da desigualdade à desigualdade dos números

22 Outubro 2008, 16:08 · Sílvia Sousa

Coeficiente de Gini (Portugal, meados desta década)

Relatório da OCDE: 0.385

Imprensa  de hoje:

Público/Diário Económico: 0.42

Jornal de Negócios/Meia Hora/Metro: 0.32

Diário de Notícias: destaque: 0.23; corpo da notícia: 0.385

24 horas: por via das dúvidas, não menciona o coeficiente de Gini…

Despensa

16 Outubro 2008, 15:43 · Sílvia Sousa

A propósito do que li sobre a FNAC do Vasco da Gama, fiquei a pensar sobre as possíveis razões para a FNAC do Chiado ter posto os putos na despensa.

Mário

9 Outubro 2008, 23:45 · Sílvia Sousa

7 de Outubro era o dia do seu aniversário. Esta terça-feira, portanto. Deixei-lhe uma mensagem no telemóvel. Hoje tentei ligar. O número estava desactivado. Já há muito tempo que não conversávamos. Há tempo demais.

Houve uma altura em que me ía certificando que estava bem através dos blogues onde escrevia. E hoje, porque não o consegui contactar, regressei, depois de muito tempo (demasiado tempo), àquelas moradas para ver se o encontrava.

Não sabia. Ninguém me disse nada. Na realidade, não havia ninguém que mo pudesse ter dito. Éramos amigos há mais de 10 anos, mas não tínhamos amigos comuns.

Hoje, quase um ano depois, fiquei a sabê-lo através da blogosfera (da qual tinha andado arredada). Hoje, quase um ano depois, choro o meu amigo.

Para começar, um post sobre mamas

7 Outubro 2008, 18:52 · Sílvia Sousa

Seguindo o princípio de que o Natal é quando o Homem quiser, entre 6 e 12 de Outubro, celebra-se em Portugal a Semana Mundial do Aleitamento Materno (oficialmente celebrada entre 1 e 7 de Agosto).

Não conheço nenhuma mulher da minha geração que não quisesse/queira amamentar os seus filhos. Ou porque acreditam que a amamentação lhes permitirá estabelecer uma qualquer ligação afectiva especial com os filhos. Ou porque as vantagens objectivas são evidentes: leite de qualidade a custo zero e sempre à temperatura certa, sem necessidade de recipientes adicionais, esterilização ou lavagem de biberões.  E como se não bastasse, o nosso organismo é uma máquina produtiva fantástica (Santa Oxitocina) cuja oferta reage quase de imediato a variações da procura.