A Esperança de um Sonho

4 Novembro 2009, 18:43 · Hugo Costa

Faz um ano que Obama chegou ao poder. Lembro-me de como vivi essa campanha. Uma campanha onde, logo nas primárias, se discutiam estados americanos, como se fossem aqui ao lado  - e talvez o sejam, no mundo global. Lembro-me dos almoços e cafés no meu antigo trabalho a discutir, que candidato democrata venceria em cada estado, do pequeno Wyoming, à gigante Califórnia. Tudo parecia aqui ao lado. E talvez o seja. A febre política esteve a um nível que nunca vivemos.

Lembro-me de ter começado a campanha a torcer por Hillary e ter acabado essas primárias feliz com o desejo de mudança que representava aquele candidato negro e com um formidável dom da palavra. “Yes, We Can” passou a ser o símbolo de uma nova geração. Uma geração que queria mudar o mundo e dar igualdade de oportunidades a todos. Uma nova geração que anseia por paz e que o país mais poderoso do mundo não fique para sempre instalado numa lógica anti-social e conservadora.

Obama venceu. Venceu a batalha contra o conservadorismo. Venceu a batalha contra a discriminação. Venceu a batalha do sonho. Lembro-me da noite das eleições, entre a CNN, SIC Notícias e TSF…lembro-me dos blogs e twitters de todo mudo a rejubilar. E o que temos hoje?

Passou um ano. Muita da esperança perdeu-se na espuma dos dias e na travessia do deserto. Na América muitas reformas tardam em andar, como a da saúde e da segurança social. Os candidatos democratas vão perdendo várias eleições internas. No mundo, a paz continua a não proliferar e o prémio Nobel foi demasiado pequeno e demasiado precoce para alguém quem só tinha uma oportunidade para mudar o rumo do mundo.

A minha esperança não acabou, mas quando esta semana vi os Estados Unidos sozinhos ao lado de Israel e do Palau, a defender a continuação do embargo a Cuba, pensei que afinal nada tinha mudado. Nas Nações Unidas, um ano depois , a politica externa de Obama teve apenas 3 votos favoráveis. Era com isto que todos sonhávamos?

Sangria à moda da Lapa

18 Outubro 2009, 16:38 · Hugo Costa

O PSD de Manuela Ferreira Leite fica conhecido pela asfixia democrática e pela política de verdade. Em 3 dias o cabeça de Lista do distrito de Braga (e que digamos teve um péssimo resultado) desbaratou toda a luta da “velha senhora”.

A política de verdade (pressuposto no da qual se baseou os ataques pessoais a Elisa Ferreira e Ana Gomes pela dupla candidatura) é ridicularizada e tem como apogeu o deputado que durou apenas 30 minutos.

O deputado que durou apenas 30 minutos não perdeu tempo. Hoje numa entrevista disse que a asfixia democrática foi um erro de campanha.

Sangria à moda da Lapa?

 

 

 

É preciso ter galo

16 Outubro 2009, 17:46 · André Salgado

Lesionar-se no período de aquecimento

A direita precisa de amigos (II)

13 Outubro 2009, 20:11 · André Salgado

Rui… Rui… Rui… não é vergonha nenhuma escrevinhar canalhices. Acontece nas melhores famílias. É preciso é tê-los no sítio para defender o que se escrevinha, e não ir a correr corrigir a mão quando se apercebe que se calhar fez merda.

Não entenda isto como um desincentivo. Eu aprecio o que escreve. Apenas acho que o Rui está mais à vontade com a graça e o humor quando pensa e escreve a sério. O talento está lá, é só não forçar demasiado.

Um abraço

A direita precisa de amigos

13 Outubro 2009, 18:55 · André Salgado

Volta e meia e a tropa fandanga insiste em repisar o tema. Nem a triste figura do professor na presidência lhes ensinou a prudência. Não é particularmente interessante saber quem divulgou o e-mail (e esqueçam lá isso das fantasias com agentes secretos; não são precisos mais que dois dedos de testa para perceber que a “fuga” veio de dentro do Público), nem quem foi o Manel ou Jaquim que terá servido de eventual intermediário para fazer chegar a informação a outros jornais. Terá interesse para quem queira fazer ajustes de contas. O que este exercício de spinning elementar procura esconder é o facto do e-mail ser real e o seu conteúdo também. E que o que lá está é grave e não abona nada em favor de quem habita a casa da primeira figura do Estado e do “jornalismo de referência” (sem risos) e é um constrangimento a quem a teoria aproveitou.

João Marcelino terá objectivamente beneficiado o PS com a publicação da notícia do e-mail no DN? Talvez sim, se quisermos ser pragmáticos. Com uma diferença, porém. Argumentários éticos e deontológicos à parte, desmontou aos olhos do país este lamentável episódio. Por outras palavras, contou a verdade, esse vocábulo tão maltratado. Assim como José Manuel Fernandes se colocou ao serviço do mandante e dos interesses do calendário eleitoral do PSD, fabricando um embuste por encomenda. Assim como Henrique Monteiro protegeu os interesses da Presidência da República e do PSD ao recusar a informação que permitia compreender a encomenda. Por entre labirintos de defeitos e virtudes várias, com qual das “verdades” dormiríamos melhor?

Será que ainda ri?

9 Outubro 2009, 16:17 · Miguel Cabrita

Depois da decisão do tribunal constitucional italiano, Berlusconi terá muito menos motivos para sorrir. Independentemente do que se seguir, esta foi uma notícia excelente -e muito importante - para a Itália e para a democracia. O que, convenhamos, tem sido uma combinação rara.

O novo ciclo entre Belém e a praia da Coelha

7 Outubro 2009, 0:44 · Miguel Cabrita

O novo ciclo: primeiro, conquistamos a Rua da Madalena…

7 Outubro 2009, 0:43 · Miguel Cabrita

O velho ciclo em Pirescoxe (circa 1989)

7 Outubro 2009, 0:42 · Miguel Cabrita

O novo ciclo na secção portuguesa da 4ª internacional

7 Outubro 2009, 0:42 · Miguel Cabrita

O novo ciclo entre o Rato e a Imprensa à Estrela

7 Outubro 2009, 0:19 · Miguel Cabrita

Jornal Público

1 Outubro 2009, 15:01 · Tiago Barbosa Ribeiro

José Manuel Fernandes vai abandonar o Público. Agora que deixa a política, pode enfim dedicar-se ao jornalismo.

Teria vergonha se fosse assessor de Cavaco

1 Outubro 2009, 8:06 · Hugo Costa

Cavaco Silva suspendeu novamente o país para uma declaração. Mais de um ano depois do estatuto dos Açores, agora falou de escutas e de ataques pessoais. Tive vergonha, senti repúdio e percebi porque nunca votaria em alguém assim. Cavaco crispou-se com os portugueses que votaram Partido Socialista. Já não se respeita o direito de voto?

Uma vergonha. Dois dias depois dos portugueses de forma inequívoca terem confirmado a confiança no Partido Socialista (PS), Cavaco não perdoou e queixou-se que lhe interromperam as férias. Que eu saiba a ética republicana diz que quem tem cargos públicos está sempre ao serviço do país e da comunidade. Cavaco exerce as mais altas funções de estado. No Domingo o PS venceu e a linha política de Cavaco foi claramente derrotada.

O discurso foi um dos piores da História da democracia. Teria vergonha se fosse o assessor que escreveu aquele discurso. O discurso é tão mau, que sem dúvida alguma iria colocar a cabeça na areia. Uma vergonha absoluta para mente que o pensou e redigiu.

Um novo ciclo

28 Setembro 2009, 16:57 · Miguel Cabrita

Portugal a Preto e Branco

11 Setembro 2009, 11:06 · Hugo Costa

Portugal a Preto e Branco

Vejam os últimos 10 segundos

A máscara franciscana

9 Setembro 2009, 22:43 · André Salgado

De acordo com o próprio, Louçã desfez o que nunca foi feito. E, palpite meu, fez acontecer a trovoada da última madrugada.

O paupérrimo desempenho no debate com Sócrates, enredando-se nos truques que se habituou a armadilhar e incapaz de defender o seu próprio programa, estilhaçou os nervos nos faróis das esquerdas verdadeiras. O espectáculo não está a ser agradável de ver. Mas é um serviço público esclarecedor.

Derrota

9 Setembro 2009, 18:01 · Hugo Costa

Ontem assistimos a um aspirante a Enver Hoxha português ser derrubado na arena, naquele que tentou que fosse o combate da sua vida.

Os Miseráveis

2 Setembro 2009, 19:37 · André Salgado

É certinho como o destino. Sempre que o número de desempregados não atinge o nível de satisfação adequado ao combate político, desabrocham os estudos do economista* Eugénio Rosa, com a cumplicidade de quem morde o isco, a anunciar a marosca: há muito mais desempregados, que são escondidos pelos números oficiais. Malandros. O argumento não é novo, como não é nova a ligeireza política e técnica de onde vem. E é descascável com a mesma facilidade com que o dr. Eugénio Rosa produz estudos. Antes de mais, convém referir, os números oficiais - que são apurados pelo Instituto Nacional de Estatística, organismo independente, e não pelo governo, como é sempre útil relembrar - não escondem falsos empregados ou desempregados subtraídos aos números. As categorias que classificam a população que não é considerada desempregada constam dos inquéritos ao mercado de emprego e são numericamente publicadas e verificáveis. Segundo, como o sabe qualquer economista amador atento aos estudos do mercado de trabalho, os critérios pelos quais se regem os inquéritos do INE para apurar o desemprego oficial obedecem a um Regulamento Comunitário, ou seja, são idênticos em todos os países da União Europeia. Não existe um desemprego malandrinho e manipulado em Portugal. Existe um desemprego oficial apurado, com os mesmos critérios e a mesma seriedade técnica, em Portugal e na União Europeia. Finalmente, estes critérios, que obedecem a uma harmonização comunitária, são os mesmos em 2009, como em 2008, em 2007, em 2006, em 2005, em 2004, em 2003… bem, até o dr. Eugénio Rosa deve estar a ver a ideia. Nada de novo, portanto.

Nada de novo, também, na estratégia e na grelha mental, não estivessemos em ciclo eleitoral e na urgência de arremessar o que for possível. Afinal, ensina-nos a boa herança comunista, todos somos poucos e somos nada para cumprir a revolução. E se para esta se cumprir forem necessários sacrifícios e satisfação por mais um desempregado a servir de adubo para a sementeira da revolução, vão ver, camaradas, mais houvesse para o porvir colectivo. Por cada mártir que caia com fome, um estudo do dr. Eugénio Rosa se levantará. A miséria alimenta-se e há muitas formas de miséria humana. Até a miséria intelectual.

*Economista do gabinete de estudos da CGTP e deputado ocasional do PCP

Do atavismo

1 Setembro 2009, 21:48 · André Salgado

Nada mais verdadeiro que a Verdade verdadinha.

Da laicidade

28 Agosto 2009, 17:17 · Mariana Trigo Pereira

(ainda o programa do PSD)

“Recuperaremos o papel e a importância da assistência espiritual que é procurada e prestada, por exemplo, em hospitais, prisões e lares.”

E, no entanto, ela cumpre-se

27 Agosto 2009, 20:17 · Mariana Vieira da Silva

A questão das qualificações dos portugueses faz parte, e bem, de todos os discursos de todos os partidos, nos últimos 35 anos. O diagnóstico é partilhado por (quase) todos, mesmo que as soluções apresentadas para superar este problema sejam muito diferentes. Portugal tem um problema citado por todos – uma elevadíssima % de jovens (18 aos 24 anos) que saiu da escola da escola sem completar o ensino secundário. Era cerca de 39% em 2006 (36 agora), o dobro da média da UE. Mas permanecia um outro problema, muito mais grave, até porque absolutamente excepcional na Europa em que nos inserimos: segundo os censos de 2001, 26% dos jovens entre os 18 e os 24 anos não tinha completado o ensino básico (9.º ano). Quer isto dizer que 1/4 dos jovens, apesar de cumprir a escolaridade obrigatória não terminava o ensino básico (a lei de bases fixava a obrigatoriedade de frequência da escola até completar o 9.º ano OU até aos 16 anos). São milhares de jovens(cerca de 25 000) que entraram no mercado de trabalho sem terem adquirido os conhecimentos considerados mínimos.

Os dados divulgados na passada segunda-feira mostram-nos uma coisa importantíssima que quase não vi referida: este ano terminaram o 9.º ano mais de 121 000 jovens (mais 10 000 que a coorte etária faria chegar ao 9.º ano). Os dados apresentados mostram que, pela primeira vez, os alunos terminam efectivamente a escolaridade básica definida em 1986.
Esta é uma marca da governação, um resultado das políticas educativas desenvolvidas - cursos CEF, diversificação das ofertas formativas, apoio ao estudo e planos de recuperação. Mas é, antes disso, um resultado que cumpre a ambição da lei bases do sistema educativo e que, por isso, devia satisfazer todos aqueles que a defenderam e que agora se preparam para concretizar os 12 anos de escolaridade para todos os alunos.

A política das fontes e os seus limites

18 Agosto 2009, 22:11 · Miguel Cabrita

Desconte-se a publiquice de que fala a Mariana (mais uma entre as que se sucedem diariamente), a propensão para a amplificação dos disparates de Verão e a cortina de fumo de que fala o João Magalhães. Desconte-se também o lamentável sistemático recurso a “fontes anónimas” para fazer comunicação política em Belém, sempre com os mesmos alvos, fontes nunca desmentidas ou desautorizadas.

Desconte-se tudo isto e no fim de contas está desta vez em causa muito mais do que tácticas de guerrilha ou desinformação, por mais condenáveis que sejam. O lançamento de uma suspeita da máxima gravidade numa matéria tão delicada, que intefere com os pilares do regime democrático e com a confiança dos cidadãos, não pode ser deixada em claro por nenhum agente político minimamente responsável e que se preocupe com a qualidade da democracia em Portugal.

A mera sugestão de que existem escutas ou alguma espécie de vigilância a um órgão de soberania não pode passar incólume, como se nada fosse: tem de ser demonstrada ou, em alternativa, objecto de demarcação clara. E não por fontes anónimas, que o assunto é demasiado sério.

A liga portuguesa começou ontem

17 Agosto 2009, 2:32 · Miguel Cabrita

E pelo que se viu, business as usual.

Os limites do controlo

13 Agosto 2009, 18:36 · Miguel Cabrita

Há sempre um “mas”, costuma dizer-se. E que “mas”, por vezes. Será uma máxima sábia, mas que se torna particularmente verdadeira em contextos muito específicos. Por exemplo, nos títulos que os spin doctors do Público arranjam nas poucas ocasiões que se lembram de puxar para primeira página notícias que seriam inequivocamente boas sobre os resultados da governação. Como que por milagre, há sempre um arreliador “mas” para atrapalhar.

Hoje, por exemplo. O “tempo de espera nas cirurgias baixou para 3,4 meses” contra os 8,6 meses que eram a situação de partida em 2005. Impressionante? Talvez, mas

…”mas consultas estão sem controlo”. Quem lê isto, pensa que os tempos de espera nas consultas estão “descontrolados”, que dispararam, que há uma situação de catástrofe ou que pelo menos ninguém está preocupado. Afinal, tudo espremido e simplesmente não há ainda dados sobre o programa “Consulta a Tempo e Horas”, também lançado por este governo para diminuir os tempos de espera para primeiras consultas de especialidade.

Mesmo dando de barato que a situação possa não ser tão favorável como nas cirurgias (afinal, nem seria fácil), há medidas em curso e haverá dados disponíveis antes do final do ano. Qualquer semelhança disto com uma situação que “está sem controlo” é, no mínimo, pura desonestidade. E, ninguém acredita que por descuido ou descontrolo, (mais) um título verdadeiramente enganoso.

Crescimento económico

13 Agosto 2009, 16:36 · Miguel Cabrita

Os dados hoje revelados pelo INE mostram que, se em termos homólogos há ainda (como seria inevitável) uma variação negativa da economia, em relação ao 1º trimestre de 2009 há  uma evolução positiva da actividade económica de 0,3%. É pouco, mas estamos de novo em terreno positivo; e acima de tudo é um dado inesperado, muito melhor do que o previsto, como aliás o próprio Público reconhece. Não sendo prudente desvalorizar a situação complexa que ainda se vive a vários níveis na economia (por exemplo, na evolução dos preços) e no emprego, esta informação contraria todas as previsões e acaba com a situação de recessão técnica muito mais cedo do que o esperado.

Resta saber o tipo de tratamento que será dado a esta verdadeira notícia. Por exemplo, há uns dias o Público fazia na primeira página grande destaque dos indícios de melhoria dos indicadores económicos internacionais, salientando que Portugal estava “atrasado” em relação a outros países. O rigor informativo era tal que no interior do jornal tínhamos até direito a gráficos para demonstrar tal tese - esquecendo o “analista”, apenas, o pequeno pormenor (aliás, bem visível nos gráficos) de Portugal ter sentido também mais tarde que outros os efeitos da crise. Será interessante ver qual será, agora, não apenas o destaque dado à notícia mas também qual o ângulo escolhido para a tratar.

Empowerment

12 Agosto 2009, 18:45 · Miguel Cabrita

Carlos Queiroz sobre o Liechtenstein: “Não é uma equipa do primeiro nível, mas tem capacidades similares às da Dinamarca. Parece-me um adversário ajustado”. Eis uma dúvida que ainda é preciso tirar, pelo menos por quem tiver paciência para tal. Há coisas que nem na silly season têm explicação.

Tens razão…

11 Agosto 2009, 19:16 · André Salgado

…Francisco. Dezoito trinta-e-seis anos é muito tempo.
E hoje, o que tens para apresentar? Vigilância revolucionária? Esmagar o capitalismo? Ainda?

O subtexto das listas

7 Agosto 2009, 18:43 · André Salgado

Ferreira Leite reforça o contingente de candidatos sociais-democratas que também não vão votar em Santana Lopes.

Política de Verdade (reload)

7 Agosto 2009, 18:26 · André Salgado

“Há uma coisa que não faremos de certeza absoluta, que é candidatar pessoas candidatos fantasmas”

Política de Verdade, 22 de Abril de 2009

Uma lista de espertos

6 Agosto 2009, 18:22 · Miguel Cabrita

Francisco Louçã disse que Joana Amaral Dias foi excluída das listas do Bloco porque “pela primeira vez, temos a obrigação de ter especialistas em cada área e foi essa condição que determinou as escolhas”. Assim, não tendo sido a “notoriedade a determinar a inclusão nas listas” e não havendo nenhuma especialidade onde encaixar uma não especialista, as coisas complicaram-se irremediavelmente.

De facto, a cada um a sua especialidade. E a de Louçã está bem à vista qual é.

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