Poder simbólico
20 Novembro 2008, 10:39 · Rui Branco

Grande malha, esta versão do «Be my baby» pelos Glasvegas. («grande malha» salvo seja porque, se bem percebi a linha da reunião de ontem da Comissão Central de Controlo e Quadros, este vosso aparelho ideológico de Estado não se arroga a imposição dogmática aos eleitores, perdão, leitores, de um princípio de visão e de divisão, «isto é, o poder de tornar visíveis, explícitas, as divisões sociais implícitas, é o poder político por excelência: é o poder fazer grupos, de manipular a estrutura objectiva da sociedade» [Bourdieu, 1990: 167], nem do campo de produção cultural, nem, et pour cause, do campo político. Embora confesse, mas que fique bem claro que não quero criar chatices a ninguém, dividir a unidade da luta do movimento ou pactuar com qualquer exercício de fraccionamento, que o que eu desejava para a esquerda em Portugal era que tivesse grande simpatia pelo regime democrático parlamentar.)




Eu sou pequenino e vou falar baixinho que também não quero fraccionar subjectivamente nem mesmo incomodar objectivamente: pois, mas é que simpatizar com o regime democrático dá muito trabalho. E depois, falar, falar, falamos todos, mas protestar, protestar nem todos sabem (quem não tem tenor arranja coro, né?)