A agenda moderada e os outros
8 Outubro 2008, 21:39 · Mariana Trigo Pereira
Uma minoria PS (47) impõe esta 6ªfeira a uma maioria PS (121) uma orientação de voto sobre um assunto que em nada ameaça a permanência do PS no governo.
Mais triste ainda é saber que quase metade dos deputados socialistas não compareceu à reunião em que esta disciplina de voto (contra o oportunismo do BE e não contra o casamento entre homosexuais, entenda-se) foi aprovada.
A política não é um retiro espiritual porque a espiritualidade é, sobretudo, uma vivência individual. Já a consciência cívica tem implicações a uma escala colectiva bem mais relevante.




Vejo que este blogue andou a investir em activos dos bons. É assim mesmo.
Repito. Eu sairia da sala.
[...] Como diria o outro “É proibido, mas pode-se fazer… só que eles não fazem.” Seja qual for a opinião de cada um, não há volta a dar-lhe. Estou 100% com a Mariana que regressa com os seus amigos relativos. [...]
Porque é que não ameaça?
Na sondagem mais benéfica para o lado dos defensores do casamento homossexual a percentagem de portugueses contra era de 53.
Acho que aprovar uma lei que vai contra aquilo que 53% dos portugueses pensa ameaça a continuidade do PS no Governo.
Não ameaça directamente, como a aprovação do Orçamento de Estado, por exemplo. Em relação à ameaça indirecta, acho que o aborto era bem mais fracturante, com mobilizações fortes de ambos os lados. Continuo a achar que foi a apenas uma questão de liderança de agenda, com laivos de arrogância.