Publiquices em período eleitoral

18 Agosto 2009, 11:11 · Mariana Trigo Pereira 

Alguém que me explique o encadeamento lógico desta notícia:

O clima psicológico que se vive no Palácio de Belém é de consternação e a dúvida que se instalou foi a de saber se os serviços da Presidência da República estão sob escuta e se os assessores de Cavaco Silva estão a ser vigiados

Será que os assessores do Presidente estão sob vigilância do Governo ou do PS? Como têm acesso a essas informações? Será que em Belém passámos à condição de vigiados?

1- Este país é minúsculo e toda a gente sabe coisas sobre toda a gente. Ninguém precisa de estar sob vigilância para que se saibam de encontros entre pessoas para escrever um programa eleitoral.
2- Mas, se se sentem vigiados é porque confirmam indirectamente a suspeita.

O vice-presidente do PSD, José Pedro Aguiar Branco, desmentiu categoricamente, em declarações ao PÚBLICO, que tenha havido qualquer colaboração de assessores do Presidente da República na elaboração do programa”.

Donde se conclui que o título da manchete do Público devia ser:
“Presidência suspeita estar a ser mal vigiada pelo Governo” ou “Hoje não temos nada melhor para colocar na capa do Jornal”.

Actualização (silly season no seu melhor): Como reporta o SOL, “a colaboração entre assessores de Cavaco e a direcção de Manuela Ferreira Leite já era sugerida antes de sábado passado, num artigo do Semanário, de 7 de Agosto, intitulado «Ferreira Leite faz o programa com Catroga e assessores de Belém». A teoria era aparentemente aceite pelo próprio PSD, que publicou o artigo no site de campanha Política de Verdade.”

Comentários

2 Comentários

  1. Carlos Leone, 18 Agosto 2009, 11:59

    A «notícia» vale pelo lapso (http://o-amigodopovo.blogspot.com/2009/08/piquena-politica.html), se estivermos com humor negro o suficiente.
    O «jornalismo» é o do costume, como os leitores bem sabem e por isso mesmo desertam. Basta pensar como ainda há pouco havia uma setinha para baixo para Artur Penedos por não ter impedido uma confusão legal («caso» denunciado já depois de o próprio a ter explicado e resolvido), pois uma homem com a sua experiência tudo devia antecipar. A «Presidência» não deve ter experiência…

  2. A política das fontes e os seus limites : O País Relativo, 18 Agosto 2009, 22:13

    [...] a publiquice de que fala a Mariana (mais uma entre as que se sucedem diariamente), a propensão para a [...]