Quem quer dialogar ou como simplificar a luta pelo poder
18 Novembro 2008, 18:22 · André Salgado
O problema do modelo de avaliação dos professores era a sua excessiva carga burocrática, diziam, e que era preciso simplificar. Hoje, Mário Nogueira explicou na Assembleia da República o que está realmente em jogo. Não chega a disponibilidade da Ministra da Educação para dialogar: “abertura para dialogar não é a senhora ministra dizer eu estou disponível para simplificar“, acrescentando que “corremos o risco de daqui a 10 anos ainda andarmos a aprovar simplificações”. O que o líder da FENPROF se esqueceu de dizer é que corremos o risco de acrescentar mais um ano às mais de três décadas de ensino público em democracia sem um modelo de avaliação dos professores. E concluiu, lapidar: “suspende-se e ponto final”.
Tomem nota, este é o trunfo de uma vida para o mestrado de Mário Nogueira rumo ao topo da hierarquia da CGTP.
A Educação virá a seguir.




Isto é intransigência salazarista, ponto.
Conhecem aqueles sonhos em que, empapados em suor, antevemos, na realidade do sonho, o sonho de uma realidade que ainda não aconteceu mas se acontecesse era pior do que o sonho? No dia em que Mário Nogueira chegar a secretário-geral da CGTP, Medved passará a usar bigofe, digo, bidogue, repito, bigode.